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13/08/2010 - 19h12

Bolívia enviará mais ministros para negociar com manifestantes de Potosí

ANSA
LA PAZ, 13 AGO (ANSA) - O governo da Bolívia anunciou hoje que enviará a Sucre mais ministros para negociar com manifestantes de Potosí, depois que eles aceitaram conversar com os membros do gabinete e não somente com o presidente Evo Morales, segundo a imprensa local.

O porta-voz da presidência, Iván Canelas, informou que irão à capital legal do país os titulares de Economia, Luis Arce Catacora; da Educação, Roberto Aguilar; e a vice-ministra de Produção Industrial, Patricia Ballivián. Os ministros Óscar Coca, da Presidência; Jose Pimentel, de Mineração; e Carlos Romero, de Autonomias já se encontram em Sucre desde quarta-feira.

Na tarde de hoje, dirigentes do Comitê Cívico de Potosí (Comcipo) decidiram abrir mão de pedir um encontro somente com o presidente como uma "mostra para viabilizar o diálogo", conforme palavras do dirigente Celestino Condori, reportadas pela Agência Boliviana de Informação (ABI).

Segundo o veículo, o ativista advertiu que "se descartarem a presença destas autoridades, imediatamente retornaremos a Potosí, mas que fique claro que nós estamos fazendo todos os esforços, dando uma mostra de como queremos solucionar o conflito".

De acordo com a imprensa local, na manhã de hoje a Comcipo havia dado um prazo até as 9h (10h no horário de Brasília) para que o chefe de Governo se apresentasse aos manifestantes, mas mudou de ideia a fim de facilitar a aproximação e negou que a manobra era um endurecimento de sua postura.

Os protestos na região envolvem medidas de força como bloqueios de estradas que levam aos demais pontos da Bolívia, invasões e atos de violência. Entre outras solicitações, os moradores de Potosí exigem que a zona de Cerro Phawa, uma reserva rica em recursos naturais, seja declarada como seu território. A área localiza-se na divisa com Oruro, que também reclama tal região.

Enquanto isso, "há grande escassez de alimentos frescos, não há carne, começa a faltar gás, há especulação e muita gente não tem dinheiro porque não recebeu salário, e os bancos não funcionam", afirmou à ANSA o chefe de jornalismo da rádio Kollasuyo, Omar Velasco.

Em Potosí há mais de 2.500 pessoas em greve de fome, incluindo representantes do governo local. Desde o início do conflito, as atividades nas minas da região estão paralisadas e, pela primeira vez em muitos anos, 15 mil cooperativistas mineiros foram impedidos de trabalhar. Segundo informações oficiais, os prejuízos são de US$ 200 mil diários às cooperativas mineiras e de US$ 3 milhões ao turismo até agora.

O ministro Coca havia declarado no início do dia que os camponeses "não vão mais tolerar esta situação" e garantiu que o governo não usará a força para restabelecer a ordem, pois as próprias comunidades iriam "suspender os bloqueios e as medidas de pressão para voltar à normalidade".

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