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15/08/2010 - 19h16

Bolívia: Após acordo com governo, sete ficam feridos em confronto em Potosí

ANSA
LA PAZ, 15 AGO (ANSA) - Sete pessoas ficaram feridas em um confronto entre motoristas e os camponeses e mineiros que os impediam de transitar em Potosí, na Bolívia, região que permanecia bloqueada e enfrentava manifestações há 18 dias.

A briga ocorreu depois da difusão da notícia de que o governo e dirigentes do departamento haviam entrado em acordo sobre as principais reivindicações da população local, no maior conflito social em cinco anos de mandato do presidente Evo Morales.

O ferido mais grave foi o mineiro Néstor Manuel Umana, de 37 anos, que tentava atirar um cartucho de dinamite contra o grupo de motoristas que avançava sobre o posto de bloqueio. O artefato estalou em sua mão e ele foi levado ao hospital, onde teve a mão direita amputada.

O chefe de imprensa da rádio Kollasuyo, Omar Velasco, informou à ANSA por telefone que o enfrentamento -- com socos, pedras e explosivos -- ocorreu pouco antes do meio-dia (13h no horário de Brasília) no município de San Antonio, na estrada que liga Potosí a Oruro.

Entre outras solicitações, os moradores de Potosí exigiam que a zona de Cerro Phawa, uma reserva rica em recursos naturais, fosse declarada como seu território. A área está localizada na divisa com Oruro, que também reclama tal região.

Os ânimos se acalmaram uma hora depois, com as exortações feitas através das rádios pelos dirigentes cívicos e sociais. No local, cerca de 200 veículos de passageiros e cargas estavam retidos desde o início dos protestos, que envolviam também uma greve de mineiros.

Em Sucre, capital legal da Bolívia e onde se desenvolveram as conversas entre os manifestantes e o governo, o presidente do Comitê Cívico de Potosí (Comcipo), Celestino Condori, pediu à população de San Antonio que voltasse a Potosí para evitar novos enfrentamentos, "porque a solução está muito próxima, falta pouco para um acordo".

Após três dias de negociações, a confirmação do pacto que deverá trazer paz à região foi anunciada pelo ministro de Autonomias da Bolívia, Carlos Romero, com um texto assinado pelas autoridades dos dois departamentos envolvidos na disputa.

O ponto mais sensível das solicitações, sobre os limites entre Potosí e Oruro, será decidido técnica e juridicamente por uma comissão mista formada pela pasta de Autonomias, o Instituto Geográfico Militar, unidades dos departamentos e representantes das comunidades, que se reunirão no dia 23.

O governo aceitou buscar financiamento para instalar fábricas de cimento em ambos departamentos, com base na matéria-prima que se encontra nos respectivos territórios, e vai iniciar o estudo para a construção de um aeroporto internacional, financiar as pesquisas para a preservação de áreas históricas de Potosí e acelerar as obras de estradas que estão em execução.

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