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16/08/2010 - 13h33

Autoridades refutam que terremoto no sul da Itália tenha deixado vítimas

ANSA
ROMA, 16 AGO (ANSA) - Autoridades italianas rechaçaram que o terremoto de 4,6 graus na escala Richter que atingiu hoje as Ilhas Eólicas, no sul do país, tenha deixado feridos, enquanto testemunhas relataram que o tremor "foi muito violento", mas durou "poucos segundos".

"Até o momento não houve feridos nem vítimas. Estamos, no entanto, monitorando a situação e preparando controles em todas as ilhas do arquipélago", declarou à ANSA o presidente do Senado da Itália, Renato Schifani, que estava de férias na região e participa da reunião da Unidade de Crise organizada pelo governo local.

Um porta-voz do grupo -- convocado por Mario Bruno, prefeito da Ilha de Lipari, a mais afetada pelo tremor -- também informou que não há registro oficial de feridos. "Ligamos para o pronto socorro do hospital e confirmaram que, apesar das vozes que tinham sido difundidas, até agora não foram medicadas pessoas feridas", explicou.

O terremoto provocou desmoronamentos na localidade de Valle Muria, em Lipari, os quais teriam atingido alguns cidadãos, e na Ilha de Vulcano. Segundo informações anteriores da Guarda Médica local, sete pessoas receberam socorro, todas com leves escoriações.

De acordo com Angelo Natoli, dono de um comércio, "de repente sentimos um tremor muito violento. Por sorte durou apenas poucos segundos, mas o medo foi grande". "Ficamos apavorados e corremos todos para a rua. Houve uma grande confusão e caíram algumas partes de alguns edifícios velhos", contou ele.

"A situação é mais grave na praia de Valle Muria, onde o paredão [de pedras] de frente para o mar soltou alguns pedaços de rocha. Nos disseram que poderia haver feridos", completou Natoli. "Muitos turistas querem ir embora, mas esperamos que o pior já tenha passado", afirmou ele.

Segundo o titular do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), Enzo Boschi, a atividade sísmica da região voltou ao normal. "Não foi um terremoto particularmente forte" e os deslizamentos se devem "sobretudo à escassa manutenção do território", explicou.

O tremor, afirmou o especialista, "foi sentido muito bem pela população porque ocorreu em uma profundidade muito baixa", a 19 quilômetros, no mar.

O fenômeno foi desencadeado por uma série de falhas que formam uma faixa paralela à costa da Sicília. "Os terremotos gerados destas falhas nunca são muito fortes e, logo, retornam à atividade sísmica normal registrada no Mediterrâneo", completou Boschi.

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