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17/08/2010 - 12h14

Berlusconi 'chora' morte de ex-presidente da Itália

ANSA
ROMA, 17 AGO (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, exprimiu condolências quanto à morte do presidente emérito e senador vitalício do país Francesco Cossiga, de 82 anos, ocorrida pouco depois das 13h (8h no horário de Brasília).

"Choro um amigo muito querido, afetuoso, generoso. Me faltará seu afeto, sua inteligência, sua ironia, seu apoio. A seus filhos o compromisso da minha proximidade", declarou o premier em um comunicado à família do político, que também foi chefe de Governo, senador e ministro, entre outros cargos.

O chanceler Franco Frattini se disse "profundamente afetado e entristecido" com a perda de "um tenaz protagonista político". "Seu catolicismo liberal [Cossiga iniciou a carreira em 1958 como deputado pela Democracia Cristã, DC, de centro] acompanhou e iluminou tantos anos atormentados e escurecidos pelo extremismo", acrescentou ele.

De acordo com Frattini, o político foi um "ponto de referência para todos nós". "Sua voz e suas palavras, que frequentemente acompanharam e encorajaram minha experiência institucional, faltarão", completou, falando também de sua "coragem".

O titular da Defesa, Ignazio La Russa, citou "uma grave perda para a Itália", já que a existência de Cossiga deixa "um sinal profundo na história do país e uma recordação indelével de um homem político e de cultura de muito alta expressão". Em um telegrama à família, o funcionário apontou que a solidez moral e os ensinamentos do ex-presidente guiaram e continuarão a guiar na observância do respeito às instituições.

O subsecretário e porta-voz do governo, Paolo Bonaiuti, comentou ter falado com o senador vitalício, "um grande servidor do Estado, homem político e mestre", pela última vez no dia 26, ao ligar para lhe dar os parabéns por seu 82º aniversário.

Ele afirmou que Cossiga era "uma fonte de afetuosos, preciosos, sempre desinteressados e insubstituíveis conselhos, verdadeiras lições". "Agora sentiremos todos a falta de um verdadeiro mestre da política como arte, da política verdadeiramente alta e nobre", acrescentou Bonaiuti.

"A Itália chora hoje um grande presidente, líder político corajoso", declarou o ministro do Trabalho e das Políticas Sociais, Maurizio Sacooni, comentando participar "da dor dos familiares, entre os quais o colega Giuseppe", filho de Cossiga e subsecretário de Defesa.

A titular da Juventude, Giorgia Meloni, afirmou que o país perde "uma personalidade vivaz e forte que fez, ainda mais nos últimos anos, da inteligente provocação um eficaz estímulo ao debate político e cultural italiano".

"Com Francesco Cossiga desaparece um pedaço da história italiana. Quem teve o privilégio de conhecê-lo perde também um amigo, um homem culto e irônico inimigo das hipocrisias, amante do paradoxo retórico e político", comentou a chefe da pasta de Meio Ambiente, Stefania Prestigiacomo, dizendo que a política da nação será "mais pobre e mais triste" a partir de agora.

A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, falou de um "exemplo de anticonformismo e de livre pensamento". Segundo ela, o ex-presidente tinha uma "aguda inteligência" e esteve entre as principais autoridades "por mais de 50 anos da história do nosso país".

Mara Carfagna, da Igualdade de Oportunidades, se declarou "profundamente entristecida" e lembrou da "perspicácia e visão a serviço de uma política forte e equilibrada", manifestadas por uma "figura de grande estatura moral".

Para o subsecretário do Interior Alfredo Mantovano, Cossiga foi "a última testemunha criativa e ativa de uma época" e faltarão "sua argúcia, sua inteligência e, sobretudo, sua paixão pela política e as instituições".

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