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17/08/2010 - 15h02

Legislativo italiano recorda importância de ex-presidente morto hoje

ANSA
ROMA, 17 AGO (ANSA) - Os titulares do Senado e da Câmara dos Deputados da Itália, Renato Schifani e Gianfranco Fini, afirmaram que a morte do presidente emérito e senador vitalício do país Francesco Cossiga, aos 82 anos, significa a perda "de uma parte da história".

Manifestando condolências em seu nome e no nome da Casa, Schifani declarou que o ex-chefe de Estado era um "conhecedor profundo das instituições" e falou de sua "paixão política e civil, sua atitude sincera quanto à realidade", as quais "permanecerão sempre vivas na lembrança e continuarão a ser exemplos".

O parlamentar recordou a trajetória de Cossiga, que pertencia à extinta Democracia Cristã (DC), assinalando que ele foi deputado, subsecretário, ministro e titular do Senado, além de presidente da República -- cargo que ocupou entre 1985 e 1992.

"Não cessou seu compromisso, encarnando o papel de consciência crítica destes últimos tempos difíceis", acrescentou ele, garantindo que "todos lembram suas intervenções apaixonadas", "sua argumentação lúcida, sua leitura original e iluminadora dos fatos e das circunstâncias".

O titular da Câmara de Deputados, Gianfranco Fini, também lamentou a notícia recebida "com profunda dor". "Em mais de 50 anos de atividade a serviço das instituições (...), Cossiga interpretou com vigor e coerência os princípios da Constituição, fornecendo uma preciosa contribuição à salvaguarda da democracia no curso de algumas das fases mais dramáticas da vida republicana das décadas passadas", explicou.

Rememorando "a amizade pessoal" com "honra e prazer", Fini definiu o presidente emérito como um homem de grande vivacidade cultural e que "nunca deixou de estar presente", trazendo "argumentos de reflexão às forças políticas e à opinião pública" que uniam "um grande sentido das instituições a uma grande liberdade intelectual".

Em uma nota, o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, também comentou o falecimento de Cossiga, garantindo que toda a cidade "se levanta em pé para honrar comovida a morte" de "um grande estadista, um homem das instituições que nunca perdeu o contato com o sentimento das pessoas".

O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, afirmou que o político "serviu nosso país nos mais importantes temas institucionais, em momentos muito delicados, sempre ciente das próprias responsabilidades e atento à busca pelo bem comum".

Bagnasco exprimiu "condolências e proximidade aos familiares" de Cossiga e disse que "eleva orações" recordando "o profundo sentido de Estado e a intensa experiência de fé", testemunhada em seus longos anos de vida pública e acadêmica.

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