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17/08/2010 - 11h32

Parlamentares dizem que ex-presidente da Itália morto hoje foi 'parte da história'

ANSA
ROMA, 17 AGO (ANSA) - Líderes de diversos partidos da Itália repercutiram a morte do ex-presidente e senador vitalício do país Francesco Cossiga, anunciada no início da tarde de hoje, no horário local.

Para o secretário Pier Luigi Bersani, do Partido Democrata (PD), a maior força de oposição ao governo, o falecimento "é uma notícia muito triste". "Se vai uma pessoa singular e extraordinária e uma parte da nossa história", disse ele.

"Com seu empenho, foi um exemplo para os católicos [já que pertenceu à extinta Democracia Cristã, DC], que decidiram colocar a própria responsabilidade nas instituições públicas. E, por isso, seremos sempre gratos a ele", afirmou o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Maurizio Lupi, do governista Povo da Liberdade (PDL).

O porta-voz do partido, Daniele Capezzone, declarou que "com a morte de Francesco Cossiga, a Itália perde não só um protagonista de 50 anos de história política, mas uma voz livre, nunca conformista, nunca homologada à banalidade ou ao 'politicamente correto'".

Ele garantiu acreditar que "para todos, até para seus adversários ou para os que não compartilhavam sua visão política, [sua morte] é motivo de recordação e de reflexão". "Envio aos familiares e a todos que o amavam as minhas sentidas e afetuosas condolências", completou.

O líder da União da Democracia Cristã e de Centro (UDC), Pier Ferdinando Casini, definiu Cossiga como "um grande democrata-cristão". Para ele, com o falecimento do senador, "desaparece um dos protagonistas da vida da nossa República".

"Nele, como em poucos outros, se sintetizavam as vicissitudes da política: teve grande satisfação e amargura infinita; desistiu e retornou à política várias vezes", assinalou Casini.

Italo Bocchino, líder na Câmara do recém-formado Futuro e Liberdade para a Itália (FLI) -- integrado por dissidentes do PDL favoráveis ao presidente da Casa, Gianfranco Fini -- apontou que esse é um "momento de luto para toda a política italiana".

Senador pelo oposicionista Itália dos Valores (IDV), Stefano Pedica relatou considerar o ex-presidente um "professor". "Cossiga foi um dos maiores intérpretes do nosso tempo e sentiremos a falta de sua análise lúcida e da sua ação política", acrescentou. O líder do partido Antonio Di Pietro assegurou se unir à dor da família do político.

O ex-chefe de Estado foi internado na segunda-feira no hospital Gemelli, em Roma, com problemas respiratórios. De acordo com informações difundidas hoje, a provável causa do falecimento teria sido uma crise cardiocirculatória.

Francesco Cossiga começou sua carreira política em 1958 como deputado pela Democracia Cristã (DC), de centro. Ele ocupou os cargos de ministro do Interior e das Relações Exteriores, além de ter sido presidente do Senado em 1983. De 1985 a 1992 foi presidente e também já foi chefe de Governo da Itália.

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