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18/08/2010 - 13h15

Corpo de prefeito mexicano sequestrado no início da semana é encontrado

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 18 AGO (ANSA) - O corpo do prefeito de uma cidade do estado de Nuevo León, no norte do México, que foi sequestrado na segunda-feira passada, foi encontrado hoje junto a outros dois corpos ainda não identificados.

Edelmiro Cavazos, prefeito da cidade de Santiago, pertencia ao Partido Ação Nacional (PAN, conservador) e havia sido retirado de sua casa durante a madrugada do dia 16 por um grupo de desconhecidos.

A morte do político foi confirmada pelo presidente do país, Felipe Calderón, também do PAN, por meio de seu perfil no microblog Twitter. "Lamento profundamente o covarde assassinado. Minhas mais profundas condolências", escreveu o mandatário.

"Este fato nos indigna e nos obriga a redobrar a luta contra estes covardes assassinos que atentam contra os cidadãos", continuou Calderón, que empreende desde que assumiu o poder, em dezembro de 2006, uma batalha contra os carteis e o crime organizado do país.

O governador de Nuevo León, Rodrigo Medina, e membros da administração pública já se dirigiram ao ponto em que foram achados os cadáveres, em uma estrada local.

Com marcas de tortura, as vítimas foram deixadas com a inscrição Los Zetas. O grupo, antigo braço armado do Cartel do Golfo, atualmente disputa com os ex-aliados o controle do estado, que faz fronteira com os Estados Unidos.

O crime ocorre no momento em que empresários de Monterrey, capital industrial do país e que localiza-se em Nuevo León, solicitam ao governo o fim da violência que atinge a região. "Já Basta", dizem os dirigentes em um aviso pago, publicado por veículos mexicanos, com pedidos pela intervenção das autoridades.

Em 28 de junho passado, a alguns dias das eleições regionais do país, o candidato Rodolfo Torre Cantú, que disputava o governo do vizinho estado de Tamaulipas, foi assassinado. O homicídio chocou o país, gerando duras críticas à "falha" estratégia adotada por Calderón.

De acordo com dados atualizados pelo governo, mais de 28 mil pessoas morreram em decorrência dos confrontos entre os efetivos e os criminosos ou em disputas entre grupos rivais.

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