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23/08/2010 - 15h45

Vice-presidente da Colômbia responde a declarações das Farc sobre processo de paz

ANSA
BOGOTÁ, 23 AGO (ANSA) - O vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, afirmou hoje que caso as guerrilhas colombianas queiram um processo de paz com o governo deverão primeiro reconhecer que sua violência "não tem sentido" e demonstrar isso por meio de ações.

Garzón, que foi submetido a uma cirurgia cardíaca dois dias após tomar posse, falou sobre o tema após reunir-se com o chefe de Estado, Juan Manuel Santos.

Os grupos guerrilheiros Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) "devem dar manifestações muito claras para que acreditemos, não apenas o Estado colombiano, mas a sociedade colombiana", ressaltou o vice-presidente, pedindo ainda às organizações que demonstrem que "esta violência não tem sentido".

Se as guerrilhas querem um acordo de paz com o governo não precisam de "intermediários", complementou, em clara resposta ao anúncio feito hoje pelas Farc, em um comunicado destinado à União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e divulgado hoje.

Em uma carta direcionada aos 12 países-membros da Unasul, as Farc expressaram-se dispostas a buscar uma saída ao conflito interno do país. A guerrilha pediu ainda que sua versão sobre a violência que abala há mais de 40 anos essa nação seja apresentada em um encontro do grupo regional.

Sobre seu estado de saúde, Garzón expressou ter combinado com Santos e seus médicos que irá desenvolver "uma atividade de média intensidade" durante as próximas semanas, período de sua recuperação.

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