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24/08/2010 - 19h26

Cristina discursa sobre relatório da compra da Papel Prensa por Clarín e La Nación

ANSA
BUENOS AIRES, 24 AGO (ANSA) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse que o relatório oficial apresentado no início da noite de hoje sobre a fabricante de papel jornal Papel Prensa será "remetido aos organismos competentes para posterior análise".

Em um ato transmitido em cadeia nacional, a mandatária falou sobre o informe de 233 páginas intitulado "Papel Prensa: a verdade", que busca detalhar a denúncia das autoridades de que a transferência das ações da companhia, feita no início da ditadura militar (1976-1983), ocorreu depois que os donos foram torturados.

Atualmente, as publicações Clarín e La Nación, opositoras à presidente, são os maiores acionistas privados da Papel Prensa. Na época, elas foram beneficiadas com a negociação juntamente ao La Razón, já extinto.

Cristina citou as palavras do Clarín de que o governo "avança na Papel Prensa para controlar a palavra imprensa". Segundo a mandatária, o veículo "pensa que os que controlam Papel Prensa controlam a palavra imprensa". "E quero concordar com o Clarín", acrescentou.

No discurso, ela denunciou um "pacto de sindicalização de ações" celebrado em 1977 entre os três jornais, que formaria o "comitê diretivo", o qual "levaria posições uniformes ao diretório e votaria com os interesses que essas empresas tinham e não" os da Papel Prensa.

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