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24/08/2010 - 14h15

Mineiros precisarão ter disciplina e devem fazer exercícios, dizem autoridades

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 24 AGO (ANSA) - Os 33 trabalhadores da mina San José, no norte do Chile, localizados no último domingo a 700 metros abaixo da terra terão que seguir uma rotina restrita e disciplinada para continuarem sadios no período em que ainda ficarão soterrados.

Para o ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, o principal temor é de que os homens sejam afetados por infecções por estarem vivendo em condições extremas.

"É preciso montar condições sanitárias muito restritas para que não se produza nenhuma infecção", afirmou o ministro, em declarações à imprensa local.

Por enquanto, o álcool em gel que foi enviado nas primeiras cápsulas ajudará os mineiros a reduzir as possibilidades de contrair infecções severas por fungos.

Outro fator de preocupação é a manipulação correta da dieta, para "não aumentar o perímetro de sua cintura acima dos 90 centímetros e para que produzam a menor quantidade possível de evacuações", continuou Mañalich.

Também foram enviados curativos oculares, já que os trabalhadores apresentavam irritações devido ao pó no interior da mina, além de medicamentos próprios para os homens que têm diabetes e hipertensão.

Os mineiros também terão que fazer exercícios abdominais para facilitar a saída na hora do resgate, já que planeja-se retira-los por meio de um duto de diâmetro de até 100 centímetros.

Para psicólogos, a leitura de livros e outros tipos de entretenimento, como revistas, vídeos e jogos, também deve ajudá-los a permanecer mais tempo no local, sem tanto desconforto.

Ontem, o ministro de Mineração, Laurence Golborne, recomendou em contato telefônico ao grupo que escolham "líderes naturais", como o chefe do turno, Luis Urzúa, para que todos consigam aplicar a rotina de alimentação, exercícios e garantia de salubridade.

Na opinião do ministro da Saúde, a disciplina não será um problema. "Eles refletiram disciplina. Lá embaixo, foram capazes de regular drasticamente a pouca quantidade de alimento que tinham. Comiam um pouco de atum, de leite, e se hidratavam com muito cuidado. De tal maneira que estamos frente a uma equipe humana formidável, que foi capaz de fazer muito por pra resistirem até aqui e serão colaboradores importantíssimos no que vem".

Na manhã de hoje, Mañalich esperava conversar com especialistas da Agência Espacial Norte-americana (Nasa, na sigla em inglês) para receber assessoria sobre as condições de vida em situações extremas. O titular da pasta também informou que o organismo norte-americano não descartava o envio de um especialista para a mina para prestar ajuda.

As Forças Armadas colaborarão com seu conhecimento em trabalhos de submarinos, onde é comum experimentar situações de clausura por 90 dias.

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