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25/08/2010 - 12h19

Especialista opina que mineiros devem ser informados sobre período que passarão presos

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 25 AGO (ANSA) - Um sociólogo especialista em traumas opinou hoje que causaria menos impacto psicológico dizer aos 33 homens que estão presos há 20 dias em uma mina no norte do Chile que permanecerão lá por cerca de quatro meses.

"Uma informação dura é muito mais sã do que a meia verdade", afirmou Rodrigo Figueroa, da Unidade de Trauma da Universidade Católica, em entrevista à Rádio Cooperativa.

Segundo ele, "um dos elementos mais agressivos do ponto de vista sociológico é a privação de informação". O especialista, que colaborou com os trabalhos de buscas e resgate, reiterou ainda que "é preciso manipular a informação de forma transparente".

Para os trabalhadores "é desalentador saber que terão um tempo prolongado de espera, mas tem muito mais impacto minimizar ou adiar a informação, quando sabemos que em pouco tempo terão contato com as famílias e cedo ou tarde saberão", esclareceu Figueroa.

O colaborador das autoridades chilenas também desmentiu que as cartas dos familiares aos homens a 700 metros de profundidade estejam sendo censuradas.

"Não estão sendo filtradas, o que se faz é apoiar os familiares para que possam expressar de forma construtiva e positiva seus sentimentos e suas ideias, mas não há censura", complementou.

Presos desde o dia 5 de agosto, o grupo de 33 mineiros foi localizado no último domingo por uma das nove sondas que atuam no local. Desde então, eles se comunicaram por voz e imagem com as autoridades e têm recebido cartas de seus parentes.

Ontem, em uma conversa com o presidente do país, Sebastián Piñera, os mineiros pediram para que as equipes os retirem do local rapidamente. "Nos tirem deste inferno", disseram, em contato telefônico.

Ainda assim, eles mantiveram o bom humor e solicitaram ao governo "uma garrafa de vinho" para que possam celebrar o Bicentenário da Independência do país, em 18 de setembro.

De acordo com o grupos que trabalham no resgate, estima-se que os trabalhadores ficarão pelo menos até o mês de dezembro no local. Piñera, ainda na terça-feira, prometeu retirá-los de lá até o natal.

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