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25/08/2010 - 16h47

Honduras: Crimes contra jornalistas são 'responsabilidade do Estado' diz agremiação

ANSA
TEGUCIGALPA, 25 AGO (ANSA) - O Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH, na sigla em espanhol) rejeitou que o assassinato de profissionais da imprensa obedeça a uma política de governo do presidente Porfírio Lobo, mas admitiu que há "uma responsabilidade do Estado, que é o encarregado de por ordem no país e dar segurança".

O presidente do CPH, Elán Reyes, falou à ANSA sobre a notícia da morte do jornalista Israel Díaz, de 55 anos, que foi encontrado ontem em uma plantação de cana-de-açúcar com três tiros na cabeça, segundo confirmou o porta-voz da polícia Leonel Sauceda.

De acordo com o representante, as únicas informações dos investigadores são que há um ano um grupo criminoso assassinou um filho de Zelaya Díaz, e há um mês e meio desconhecidos incendiaram sua casa. Supõe-se que ele não recebia ameaças de morte.

Elán Reyes afirmou que o homicídio dos profissionais desta área representam "mais um indício do risco que se pode correr em Honduras para todas as pessoas, em uma onda de criminalidade que é incontrolável".

Conforme a organização Repórteres Sem Fronteiras, a morte do jornalista poderia ter sido motivada pela sua posição quanto ao golpe de Estado de 28 de junho de 2009, que depôs o então presidente Manuel Zelaya. A vítima conduzia o programa "Claro e Pelado", que faz referência à expressão "sem pelos na língua", na Rádio Internacional.

Por sua parte, forças políticas e sociais da oposição afirmam que a administração de Lobo mantém uma política de violação sistemática dos direitos humanos, como a que teria imposto o regime de facto de Roberto Micheletti, que tomou o poder com o golpe.

As organizações acreditam que a impunidade cresceu desde a crise política e com a posterior eleição do mandatário -- em um pleito que ainda é contestado por parte da comunidade internacional já que foi organizado por um governo de facto.

Até junho deste ano, haviam sido registrados em Honduras dos mil assassinatos, número que em 2009 foi de 5.216. Com a morte de Díaz já são nove os jornalistas mortos este ano no país. O último crime do tipo ocorreu em 15 de junho, quando o repórter Luis Arturo Mondragón foi assassinado a tiros por desconhecidos.

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