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25/08/2010 - 08h03

Papa faz apelo à comunidade internacional pela situação da Somália

ANSA
CASTEL GANDOLFO, 25 AGO (ANSA) - O papa Bento XVI fez, na audiência desta quarta-feira, um apelo à comunidade internacional para que interceda diante da grave situação na Somália, país que ontem foi cenário de um atentado que deixou mais de 40 vítimas fatais.

"Me preocupo com Mogadíscio, onde continuam as notícias sobre os atos violência e que ontem foi cenário de um novo massacre", afirmou o Pontífice, referindo-se ao ataque cometido contra um hotel da capital somali.

"Sou próximo às famílias das vítimas e a todos os que, na Somália, sofrem por causa do ódio e da instabilidade", continuou o Papa, pedindo à comunidade internacional que "não meça esforços" para garantir "o respeito da vida e dos direitos humanos".

Aos fieis, Bento XVI fez ainda um convite para que imitem as vidas dos santos, enfatizando que "cada um de nós deve ter um santo que nos seja familiar, para tê-lo por perto com as orações e intercessão, mas também para imitá-lo".

"Gostaria de convidar todos a conhecer mais os santos, a começar por aquele que lhe deu o nome, lendo sua vida, seus escritos. Estejam certos de que esta se tornará uma boa direção para amar ainda mais Deus e uma válida ajuda para o vosso crescimento humano e cristão", explicou.

Nesse sentido, o Papa recordou que ele mesmo acompanha alguns "de modo especial", entre eles São José e São Benedito, que deram origem aos seus nomes de batismo e de Pontificado.

Outro religioso citado foi Santo Agostinho, quem "tive o grande dom de conhecer, por isso dizer que sou próximo [a ele] por meio de estudos e de pregações, [um santo] que tornou-se depois um companheiro de viagem na minha vida e no meu ministério", contou o Pontífice.

A experiência humana e cristã de Santo Agostinho "é atual também em nossa época, na qual parece que o relativismo é paradoxalmente a verdade que deve guiar o pensamento, as escolhas e os comportamentos", esclareceu Bento XVI, lembrando que esse santo "foi um homem que nunca viveu com superficialidade: a sede, a busca incessante e constante pela verdade", o que foi "uma de suas características profundas".

"Gostaria de dizer a todos, também aos que passam por um momento de dificuldade em seu caminho de fé, aos que participam pouco da vida da Igreja ou aos que vivem como se Deus não existisse, que não tenham medo da verdade, de não suspender o caminho que leva a ela, de não cessar nunca de buscar a verdade profunda", completou.

Bento XVI recitou a celebração de hoje em sua residência em Castel Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma e onde costuma passar parte das férias.

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