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01/09/2010 - 15h40

Chile: Donos de mina onde estão 33 trabalhadores iniciam processo de falência

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 1 SET (ANSA) - A mineradora San Esteban, proprietária da mina San José, onde estão presos os 33 trabalhadores desde o dia 5 de agosto, iniciou formalmente o processo de falência que pode fechar a empresa, informou hoje a imprensa local.

Alejandro Bohn Berenguer, gerente e dono da companhia com Marcelo Kemeny, entregou ontem uma petição no 17º Juizado Civil da Corte de Apelações de Santiago em que solicita a realização de uma Junta de Credores pra designar um especialista que determine a viabilidade da companhia "frente a estudos dos antecedentes legais, contáveis, econômicos e financeiros".

O especialista deverá propor um convênio de pagamentos ou, caso contrário, iniciar a quebra da Companhia Mineradora San Esteban Primeira Sociedade Anônima.

De acordo com o ofício, evitar a falência da empresa parece improvável. Até mesmo Bohn reconhece que a companhia que "representou encontra-se em tal estado que não pode enfrentar seus compromissos mais imediatos".

Ao apresentarem seus testemunhos à comissão investigadora formada no Parlamento após o desabamento, os donos da mineradora asseguraram que iriam assumir suas responsabilidades econômicas.

"Como companhia vamos fazer todo o possível para colocar à disposição de nossos trabalhadores e credores todos os bens que temos disponível em nossa empresa para ajudá-los em tudo o que for necessário", garantiu Bohn.

Ontem os dois sócios também pediram desculpas pelo desastre e negaram que tenham feito pressão para que as autoridades permitissem a reabertura da mina.

No último dia 26, o advogado Remberto Valdés apresentou na Promotoria de Copiapó a primeira denúncia por prevaricação contra os donos da mina e os funcionários do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin).

O órgão judicial decidiu confiscar cerca de US$ 1,8 milhão que a Empresa Nacional de Mineração (Enami) iria pagar à companhia San Esteban.

A mineradora seria ainda responsabilizada pelo custo da operação de resgate, que deve levar de três a quatro meses, e chegaria a aproximadamente US$ 10 milhões, de acordo com dados oficiais.

Contudo, segundo a Corporação Nacional do Cobre (Codelco), serão necessários pelo menos US$ 20 milhões para a retirada dos mineiros. Somente a máquina de perfuração australiana Strata 950, de 30 toneladas, custa entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões.

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