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13/09/2010 - 11h35

Berlusconi reafirma que terminará mandato e está 'absolutamente tranquilo'

ANSA
ROMA, 13 SET (ANSA) - O premier italiano, Silvio Berlusconi, voltou hoje a garantir que sua gestão terminará o mandato conforme previsto, em 2013, e se disse "absolutamente tranquilo" em meio à crise sobre uma eventual perda da maioria governista no Parlamento.

"A maioria permanecerá aquela que os italianos votaram", comentou o primeiro-ministro em uma entrevista por telefone a uma emissora local, acrescentando que ele e seu aliado Umberto Bossi, da Liga Norte, têm um "relacionamento pessoal sólido e amizade pessoal verdadeira baseada na lealdade recíproca".

"A situação está sob controle e no Parlamento há condições para seguir adiante até 2013", garantiu ele, em alusão ao caso gerado depois da ruptura com o co-fundador do partido governista Povo da Liberdade (PDL) e presidente da Câmara, Gianfranco Fini -- que após ser expulso da agremiação criou o grupo Futuro e Liberdade para a Itália (FLI), levando com ele mais de 30 deputados que contribuíam para a manutenção da maioria.

Com a eventual perda dos favoráveis ao governo, as eleições da Itália poderiam ser antecipadas. No final do mês, Berlusconi submeterá à votação do Congresso seu programa de governo, o que poderia definir se a administração possui apoiadores em número suficiente. No dia 5, Fini anunciou que se manterá favorável ao premier, apesar do rompimento.

Na entrevista de hoje, o chefe de Governo excluiu categoricamente "que se deva ir votar" antecipadamente. "Os italianos querem que sigamos adiante e que continuemos a fazer as reformas", explicou ele.

Segundo o primeiro-ministro, a gestão será levada com o apoio dos partidários de Fini. "Declararam várias vezes quererem ser leais aos italianos e respeitar o programa, e sobre este ponto estou absolutamente certo", comentou.

Ontem, ao participar de um evento em Atreju, nas proximidades de Roma, Berlusconi discorreu sobre a continuidade de seu governo "com grande determinação" e se mostrou confiante de que o programa que vai ser submetido ao voto de confiança do Parlamento será ratificado.

O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, também falou hoje sobre a permanência da atual administração à frente do Executivo, afirmando que no país europeu "a regra são as eleições antecipadas, a exceção é manter a legislatura até o fim e isso conseguiu só Berlusconi no pós-guerra".

Entre as recentes renúncias de governantes devido a crises internas, conforme aludiu indiretamente o titular à imprensa local, estão a do próprio Berlusconi, em 1995; de Romano Prodi, em 1998; de Massimo D'Alema, em 1999; e de Prodi novamente em 2008. Em 2001, o atual premier foi eleito e conseguiu finalizar seu mandato em 2006.

"Iremos até o fim se houver uma maioria convencida, não só numérica, e que dê garantia ao governo de poder prosseguir até o final dos cinco anos da legislatura. Se houver isso, muito bem, em outros casos pediremos com força ao presidente da República [Giorgio Napolitano] eleições antecipadas", acrescentou La Russa.

"Há um apelo aberto, oficial, sem contrapartidas, a quem adverte o sentido de responsabilidade com os italianos e quer garantir a quem venceu as eleições o direito de governar", continuou o ministro, dizendo que se "alguém se ilude de ter sobre si uma espada", "faríamos bem em dar a palavra aos eleitores".

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