Livro mostra como Papa Francisco ajudou perseguidos pela ditadura

Em Roma

Um grupo de perseguidos políticos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983) que contaram com a ajuda do papa Francisco, quando Mario Jorge Bergoglio atuava como sacerdote em Buenos Aires, relatam sua história em um livro que será lançado em outubro.   

O jornalista Nello Scavo, da publicação católica Avvenire, juntou os relatos que serão publicados na obra intitulada "A lista de Bergoglio - salvados pelo papa Francisco. As histórias jamais relatadas", como informou o jornal nesta sexta-feira, dia 6.   

O livro narra como o Pontífice criou uma rede clandestina para proteger os perseguidos e chegou a oferecer conselhos sobre como despistar a polícia, a censura e como organizar fugas para o exterior.   

A obra ainda inclui documentos inéditos, entre os quais a transcrição do interrogatório feito em 2010 com o Papa, quando era arcebispo de Buenos Aires, por magistrados que investigavam violações aos direitos humanos durante a ditadura. O livro terá o prefácio escrito pelo Prêmio Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel.   

Durante a ditadura argentina, umas das mais violentas da região, cerca de 30 mil pessoas desapareceram, 15 mil foram mortas e aproximadamente 500 bebês foram sequestrados. Calcula-se que neste período 2 milhões de pessoas tenham se exilado.

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