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Um ano após tragédia, Coreia vai retirar balsa Sewol do mar

16/04/2015 11h51

SEUL, 16 ABR (ANSA) - Há um ano do naufrágio da balsa Sewol na Coreia do Sul, a presidente do país, Park Geun-hye, afirmou nesta quinta-feira (16) que seu governo irá retirar a embarcação que está a 40 metros de profundidade. Segundo Geun-hye, o barco será levado à superfície o "mais rápido possível Na semana passada, o Congresso sul-coreano aprovou, quase por unanimidade, a operação para a retirada dos restos do barco. Ao todo, a ação custará US$ 110 milhões.   

Porém, mesmo com o anúncio da medida, os parentes das 304 vítimas protestaram fortemente contra o governo local. Segundo eles, nada mudou desde a tragédia e nenhuma medida de segurança foi tomada para evitar que fatos como esse se repitam.   

A revolta dos familiares é tanta que eles boicotaram a cerimônia oficial para lembrar os 365 dias da tragédia e fizeram barricadas que impediram que o primeiro-ministro, Lee Wan Koo, chegasse ao local do evento.   

O naufrágio da balsa ocorreu por múltiplos fatores, de acordo com as investigações. Para os especialistas, além da incompetência da tripulação em gerir a situação - sendo os primeiros a abandonar o navio - houve ainda a sobrecarga no peso do navio, excesso de passageiros e uma reforma não autorizada pelas autoridades que causou problemas na flutuabilidade.   

Além disso, grandes falhas no processo de salvamento das vítimas foram detectadas pela investigação e receberam muitas críticas da opinião pública.   

O capitão do barco, Lee Jun-seok, foi condenado a 36 anos de prisão pelo incidente e outros membros de sua tripulação pegaram de 15 a 30 anos de detenção. O dono da Chonghaejin Marine, empresa proprietária da Sewol, Yoo Byung-eun, suicidou-se três meses após a tragédia.   

Ao todo, 450 pessoas estavam a bordo da embarcação no dia 16 de abril de 2014. Destas, grande parte eram estudantes de uma mesma escola que faziam uma excursão até uma ilha local. As buscas pelos corpos das vítimas foram encerradas em novembro do ano passado, mesmo não tendo sido localizados nove corpos. (ANSA)
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