Em mensagem, presidente italiano pede prioridade ao trabalho

ROMA, 01 JAN (ANSA) - Em sua primeira mensagem de fim de ano como presidente da Itália, Sergio Mattarella deu foco às questões relacionadas ao emprego no país. Segundo o mandatário, em discurso realizado em sua casa na noite desta quinta-feira (31), há muitos jovens sem trabalho.   

"O emprego voltou a crescer. Este é um dado positivo, que mesmo que nos dê confiança, a saída da recessão econômica e a retomada não colocam fim ainda às dificuldades cotidianas de tantas pessoas e de tantas famílias. O trabalho ainda falta para muitos de nossos jovens", destacou o líder.   

Para ele, esse grande número de pessoas que estão fora do mercado de trabalho, "são jovens preparados, que estudaram, possuem talento e capacidade e precisam contribuir para o crescimento do nosso país, mas não podem programar o próprio futuro com a tranquilidade necessária".   

Segundo dados divulgados ao longo dos últimos oito anos de crise econômica, cerca de 40% dos jovens entre 15 e 25 anos não possuem emprego fixo na Itália. Em áreas como o "Mezzogiorno", o sul do país, esse índice chegou a ultrapassar os 50%".   

Mattarella ainda lembrou das dificuldades das pessoas mais velhas em conseguir se recolocar no mercado do trabalho "e que vivem com a preocupação de prover dinheiro para a própria família" e da "insuficiente ocupação feminina".   

O mandatário ainda ressaltou que as desigualdades sociais pesam mais contra os jovens e que elas "deixam a economia mais frágil e aumentam o sofrimento de quem está em dificuldade". Sem medo de falar das divisões regionais, Mattarella afirmou que a falta de trabalho no Mezzogiorno "é um questão nacional" porque "sem um crescimento lá, o país inteiro andará para trás".   

Conforme era esperado, o presidente italiano não falou de política partidária e de temas polêmicos votados na Câmara e no Senado italianos para "falar das principais dificuldades e das principais esperanças da vida dia após dia". "A todos, um bom 2016", finalizou Mattarella.   

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, elogiou o discurso de cerca de 20 minutos do líder do país. "Discurso bonito e direto ao coração dos italianos. Obrigado Presidente, #bomano", postou em sua conta no Twitter. (ANSA)
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