Cortar relações não esconde crime da A. Saudita, diz Rorani

TEERÃ, 5 JAN (ANSA) - O presidente iraniano, Hassan Rohani, criticou a Arábia Saudita, dizendo que não pode "esconder seus crimes" ao cortar relações com seu país, em meio à tensão diplomática causada pela execução do líder chiita Nimr al-Nimr.   

"A Arábia Saudita não pode esconder seu crime de decapitar um líder religioso ao cortar as relações políticas com o Irã", declarou, como informou a agência local de notícias "Irna".   

Após Bahrein, Sudão e Emirados Árabes, o Kuwait também convocou seus representantes diplomáticos no Irã para consultas.   

Rohani ainda disse que "é natural que um crime contra os direitos islâmicos e humanos receba uma resposta da opinião pública" e que ações não deveriam "ser respondidas com decapitações".   

"Esperamos que os países europeus, que costumam intervir nos assuntos de direitos humanos, atuem com base em suas obrigações neste caso", concluiu.   

O Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU), por sua vez, condenou "nos mais fortes termos" os ataques de manifestantes iranianos contra as sedes diplomáticas sauditas e pediu que as autoridades de Teerã protejam os funcionários e suas propriedades.   

O documento, no entanto, não menciona a execução do líder chiita e de outras 46 pessoas, que resultou na ruptura com Riad, mas pede "o diálogo e ações para reduzir as tensões" bilaterais.   

Ontem foi registrado o terceiro dia consecutivo de manifestações no Irã contra a execução. Teerã condena tanto os manifestantes, sendo que dezenas já foram detidos, quanto Riad. (ANSA)
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