Após abusos em Colônia, Eslováquia quer barrar muçulmanos

BERLIM, 07 JAN (ANSA) - Após as agressões sexuais na noite de Ano Novo em Colônia, na Alemanha, a Eslováquia anunciou que não irá mais acolher solicitantes de refúgio muçulmanos.   

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) pelo próprio primeiro-ministro do país, Robert Fico. "Não queremos que aconteça aqui algo parecido com o que ocorreu na Alemanha", declarou. Ao longo dos últimos meses, Bratislava tem sido uma das vozes mais duras contra o sistema de redistribuição de refugiados adotado pela União Europeia.   

No início de dezembro, o país chegou a entrar na justiça do bloco para tentar derrubar o projeto, que foi aprovado por meio de votação com maioria simples entre os Estados-membros. A Eslováquia foi uma das nações que se posicionaram contra.   

Desde o agravamento da crise de refugiados na Europa, o país tem recebido um intenso fluxo de pessoas que partem do Oriente Médio - principalmente da Síria - e passam por Turquia, Grécia, Sérvia, Croácia e Hungria. O objetivo final é chegar à parte mais rica da UE, com destaque para a Alemanha.   

No último Réveillon, a nação mais poderosa do bloco foi palco de uma onda de agressões sexuais em Colônia. A polícia chegou a dizer que as centenas de homens responsáveis pelos ataques eram de origem "árabe ou norte-africana" por causa de sua "aparência". Até o momento, ninguém foi identificado.   

Apenas em Colônia, cerca de 100 denúncias já foram registradas, mas o episódio se estendeu também para Hamburgo, onde 70 mulheres disseram ter sido vítimas de abusos sexuais no Ano Novo. (ANSA)
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