Bolsa da China suspende pregão pela 2ª vez na semana

PEQUIM, 7 JAN (ANSA) - Pela segunda vez nesta semana, a Bolsa de Valores da China suspendeu seu pregão nesta quinta-feira (7), com apenas 30 minutos de operação, após uma queda de mais de 7% nas ações. Em apenas 13 minutos, o índice CSI 300, que inclui os papéis listados nas Bolsas de Xangai e de Shenzhen, apresentava contração de 5%, o que fez os negócios serem interrompidos por 15 minutos. Na retomada do pregão, o índice caiu mais 7% e as atividades foram suspensas pelo restante do dia. Foi o menor tempo de operação em 25 anos.   

Especialistas apontam que o principal fator para esta reação do mercado foi a decisão do Banco Central chinês de desvalorizar em 0,51% a taxa de câmbio na qual o yuan pode flutuar durante o dia. A medida é interpretada como um sinal de preocupação com a economia, pois serve para estimular as exportações. Em 4 de janeiro, no primeiro dia útil de 2016, os mercados de todo o mundo sofreram as consequências das quedas nas Bolsas chinesas, que também chegaram a ter suas operações suspensas. Naquele dia, entrou em vigor um novo sistema que integra as Bolsas de Shenzhen e Xangai, chamado de "circuit breaker" e o qual é programado para uma pausa temporária de 15 minutos quando é registrada uma queda de 5% nas ações. Caso o pregão atinja -7%, as operações são fechadas por todo o dia. A Bolsa de São Paulo possui um sistema similar, o qual pausa as negociações por 30 minutos quando o índice Bovespa (Ibovespa) cai 10%.   

Em agosto de 2015, a Bolsa de Xangai sofreu sua maior queda desde 2007, encerrando o pregão com retração de 7,63%, puxado por medidas econômicas adotadas pelo governo como meio de retomar o ânimo dos investidores e evitar uma desaceleração da segunda maior economia do mundo. Efeitos - A suspensão do pregão nesta quinta-feira gerou efeitos em outras bolsas asiátias, como de Hong Kong e Sydney. Na Europa, os pregões abriram o dia com perdas também. Em Milão, o índice FTSE MIB apresentou queda de 3,2%, enquanto em Londres a queda foi de 2,1%. A Bolsa de Paris teve contração de 3%. O preço do barril do petróleo também está sendo afetado pela instabilidade do mercado chinês. O WTI caiu 4%, a US$ 32,6, enquanto o Brent chegou a US$ 32,75. Alguns analistas prevêem que o valor dos barris poderá chegar a US$ 30. (ANSA)
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