Dolce & Gabbana lança coleção para muçulmanas

SÃO PAULO, 8 JAN (ANSA) - O mercado fashion direcionado para o mundo islâmico, principalmente para mulheres, está cada vez maior e grandes grifes ocidentais já começaram a perceber isso.   


O exemplo mais recente é o da marca italiana Dolce & Gabbana que acaba de lançar uma coleção especificamente voltada para muçulmanas.   


Apresentada pela primeira vez na versão árabe do site "Style", a coleção primavera/verão europeu 2016 se chama "Abaya", nome do vestido longo e leve que tradicionalmente cobre todo o corpo, menos o rosto, as mãos e os pés e que deve ser modesto, simples e neutro.   


Os modelos, que também incluem hijabs, os véus islâmicos, ficam entre tons de preto, bege e branco e contam com estampas alegres florais, poás e com desenhos de limões, típico do estilo sempre empregado nos trabalhos da dupla siciliana.   


Além disso, é possível perceber a presença de algumas transparências, aplicações de pedras, rendas, bordados e motivos árabes. Todos os looks são acompanhados de saltos altos, acessórios luxuosos, muitas jóias e uma maquiagem impecável, provavelmente feita com os produtos cosméticos da própria grife.   


A coleção da D&G já gerou centenas de comentários, positivos e negativos. Por um lado, se diz que a ideia de uma coleção para as muçulmanas é algo que deveria ser repetido por outras marcas e significa que a forma como as mulheres árabes se vestem está começando a ser mais aceita e entendida pelos ocidentais.   


No entanto, alguns consideraram que a coleção insulta as tradições e a religião islâmica ao oferecer em algumas peças muita transparência, algumas saias mais curtas que o permitido e estampas que não inspiram modéstia e simplicidade. Além disso, muitas muçulmanas ainda afirmaram que os modelos não mudarão o seu jeito de se vestir já que são muito caros e, portanto, inacessíveis. O mercado da moda árabe está cada vez mais lucrativo. De acordo com um relatório recente da agência "Thompson Reuters", consumidores muçulmanos gastaram cerca de US$ 266 bilhões com roupas, calçados e acessórios em 2013 e esta cifra tende a chegar a US$ 488 bilhões em 2019. (ANSA)
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