Merkel propõe retirar asilo de imigrantes que cometem crimes

BERLIM, 9 JAN (ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou neste sábado (9) que poderá retirar o asilo dos imigrantes que praticarem crimes no país. A proposta foi apresentada ao fim de um encontro de seu partido, o União Democrata-Cristã (UDC), no qual foram debatidas medidas de acolhimento dos refugiados e deslocados de crises políticas no Oriente Médio e no norte da África. A declaração de Merkel também ocorre em um momento no qual a Alemanha debate o possível envolvimento de imigrantes em uma série de episódios de violência sexual e furtos na cidade de Colônia, na noite de 31 de dezembro. Fontes locais afirmam que dezenas de mulheres teriam sofrido algum tipo de agressão e que imigrantes estariam envolvidos nos atos.   

"Na noite do ano novo, ocorreram crimes desgostosos que exigem respostas enérgicas", disse Merkel no seminário de dois dias que se encerra hoje em Mainz. "Estas mudanças [na perda do direito ao asilo] são do interesse dos alemães e da maior parte dos imigrantes", destacou.   

Ontem, a polícia alemã informou que identificou e prendeu 31 suspeitos, sendo que 18 eram solicitantes de asilo. Mas as autoridades negaram que eles tenham praticado qualquer abuso sexual e destacaram que as denúncias são apenas de furtos. Duas manifestações ocorreram neste sábado em Colônia. De um lado, protestam o movimento anti-islâmico Pegida e partidos de extrema direita. Do outro, ativistas contra o racismo e a xenofobia. Feministas alemãs caminharam também pelo município entoando o slogan "respeito, solidariedade e nenhuma tolerância". Com 1,7 mil agentes nas ruas, a polícia reforçou a segurança e isolou áreas do centro da cidade, prevendo episódios de tensão.   

Foram preparados carros blindados e canhões de água perto da estação central. Em 2015, a Alemanha recebeu mais de um milhão de solicitações de asilo. Merkel foi uma das defensoras da integração e estrangeiros à sociedade alemã, como meio de conter a maior crise de refugiados desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). (ANSA)
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