Papa quer Europa sem medo para enfrentar crise imigratória 2

CIDADE DO VATICANO, 11 JAN (ANSA) - CONTINUAÇÃO - Porta Santa na RCA: Jorge Mario Bergoglio aproveitou ainda para lembrar sua passagem pela República Centro-Africana (RCA) e a abertura da Porta Santa, inaugurando o Jubileu Católico. O país está dividido por uma guerra entre grupos ditos católicos e muçulmanos.   

Para o Pontífice, a abertura é "um sinal de encorajamento" e um chamado para que "quem crê ver que Deus deve ser um homem de paz". Segundo Bergoglio, só quem "tem uma forma ideológica e desviada da religião pode justificar massacres na África, Europa e Oriente Médio".   

- Acordo com o Irã e sobre o clima: O sucessor de Bento XVI lembrou dos acordos difíceis que foram fechados em 2015 e deu destaque a dois deles: o documento nuclear com o Irã e aquele assinado na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris.   

"Em 2015, vi a conclusão de importantes acordos internacionais os quais farão bem ao futuro. Ressalto, sobretudo, o acordo nuclear iraniano - que espero que contribua para favorecer um clima de distensão na região - assim como a assinatura do aguardado acordo sobre o clima durante a Conferência de Paris", destacou.   

Para o Papa, este último "coloca luz sobre um intensa consciência coletiva sobre as graves responsabilidades que todos, indivíduos e nações, têm sobre a criação, promovendo uma cura de tudo que existe na sociedade".   

O líder católico tem o meio-ambiente como uma de suas bandeiras, tanto que escreveu sua primeira encíclica à frente da Igreja Católica sobre o tema, a "Laudato Sí" ("Louvado Seja").   

- Coreia do Norte: O Bispo de Roma demonstrou preocupação com a situação da Coreia do Norte e apontou o caso como uma das principais "tensões" para 2016. "O preocupante experimento conduzido pela península coreana é um dos graves enfrentamentos" para o ano, disse o líder.   

- Síria: O Pontífice elogiou ainda a postura da comunidade internacional para "encontrar uma solução política e diplomática para a crise na Síria". Sem citar diretamente as ações do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), Francisco disse acreditar que essa postura "colocará fim aos sofrimento, que duram há tempo demais, na população" do país. (ANSA)
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