Putin quer criar uma coalizão mundial contra o terrorismo

MOSCOU, 11 JAN (ANSA) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em entrevista ao jornal alemão "Bild" que é preciso criar uma "coalizão mundial" contra o terrorismo e que as nações "erraram tudo" desde que o muro de Berlim caiu em 1989.   

"Erramos em tudo. Há 25 anos caía o muro de Berlim, mas outros muros invisíveis foram crescendo no Leste Europeu. Nós não conseguimos superar a divisão da Europa, que nos levaram a desentendimentos recíprocos e acusações. E é a causa de todas as crises", destacou o presidente.   

De acordo com Putin, o "erro" de seu país foi "ter entrado muito tarde" na crise, pois se eles tivessem sido "claros sobre os nossos interesses nacionais, o mundo ainda teria equilíbrio".   

"Após a queda da União Soviética, nós tivemos muitos problemas para enfrentar e, pelos quais, apenas podemos nos culpar, como a crise econômica, o colapso da política, o separatismo e os ataques terroristas que castigaram o país", ressaltou ao "Bild".   

Criticando duramente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os Estados Unidos, Putin afirmou que eles "quiseram sentar no trono da Europa sozinhos". "E agora que estão sentados lá, nós temos que ficar falando sobre todas essas crises que não existiriam de outra maneira", disse.   

Ao ser questionado sobre a relação com a chanceler alemã Angela Merkel, o mandatário mostrou confiança na líder alemã. "Sim, eu confio nela, ela é uma pessoa bem aberta. Mas, como todos, ela também está sujeita a limites. Porém, está honestamente tentando combater a crise", destacou.   

Sobre a crise econômica causada pelas sanções europeias e norte-americanas, Putin chamou a medida de "teatro de absurdos" e ressaltou que a economia do país está se estabilizando "pouco a pouco".   

"Ao influenciar os mercados internacionais, as sanções afetaram sensivelmente a Rússia. Os maiores danos são provenientes da queda nos preços da energia e nas exportações de petróleo, onde registramos perdas que não teremos como compensar. (ANSA)
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