Após crise humanitária, 300 pessoas são retiradas de Madaya

BEIRUTE E ROMA, 12 JAN (ANSA) - Após as imagens de pessoas desnutridas chocarem o mundo todo, cerca de 300 pessoas foram evacuadas da cidade síria de Madaya nesta terça-feira (12), informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (Ondus).   

Mais cedo, o responsável das Nações Unidas pelas atividades humanitárias, Stephen O'Brien, havia informado que centenas de pessoas precisavam de transferência urgente por causa de sua situação de saúde. "Precisamos fazer a retirada de 400 pessoas o mais rápido possível e colocá-las sob cuidados médicos. Caso contrário, elas correm o risco de morrer de fome ou por complicações clínicas", disse O'Brien para a emissora "BBC".   

Madaya, que fica a apenas 25 quilômetros de Damasco, está cercada há meses por milícias e controles militares do Hezbollah, organização xiita que apoia o presidente sírio, Bashar al-Assad.   

A localidade, que tem 40 mil habitantes, não recebia ajuda humanitária desde a metade de outubro e virou notícia pelas centenas de fotos de crianças, jovens e idosos desnutridos que circularam pela internet.   

De acordo com fontes médicas, ao menos 20 pessoas morreram de fome na região nas últimas semanas e os habitantes estavam se alimentando de folhas, gatos e cachorros de estimação para tentar sobreviver. Ao todo, 400 mil sírios estão "presos" em suas cidades por causa da atuação de milícias pró e contra o governo do ditado Assad. (ANSA)
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