Em último discurso da União, Obama defende legado

WASHINGTON, 13 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em tom otimista, durante seu último discurso do Estado da União, na noite de terça-feira (12), que "qualquer um que diga que a economia está em declínio" está mentindo.   

Em crítica velada aos republicanos, ele destacou que atualmente a nação "tem a mais forte e duradoura economia do mundo" e que, após a crise de 2008, foram criados 14 milhões de postos de trabalho durante seu governo.   

Diante de críticas dos conservadores de que o país está ameaçado pelo terrorismo e que Obama não tem uma liderança forte, o mandatário defendeu que os Estados Unidos continuam sendo o país mais forte da Terra e que o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis) "não representa uma ameaça existencial para nossa nação".   

Em seu sétimo e último discurso do tipo, ele apresentou a agenda para o ano e ressaltou conquistas e metas do governo. "Quero focar nosso futuro", disse, apontando que é importante também pensar em planos para daqui cinco ou dez anos. Segundo analistas políticos, essa foi uma clara indicação de que quer deixar o posto para Hillary Clinton, sua ex-secretária de Estado. Assim como Obama, ela defende a reforma das leis de imigração, um maior controle da venda de armas e a ampliação de medida contra as mudanças climáticas.   

Para Obama, é preciso "consertar um sistema imigratório defeituoso. Proteger nossos filhos da violência com armas.   

[Conquistar] salários iguais para trabalhos iguais, licença-maternidade, aumentar o salário mínimo". "E não vou desistir até que elas [as mudanças] sejam feitas".   

Política Exterior - Obama ainda disse não a novas guerras e defendeu a abertura a países como Irã, Cuba e China. Sobre a retomada de relações com Havana, o presidente voltou a pedir ao Congresso - que tem maioria opositora - o fim do embargo à ilha, em vigor desde 1962.   

Oposição - Obama citou as palavras do papa Francisco em discurso ao Congresso no ano passado. "Imitar o ódio e a violência dos tiranos e assassinos é a melhor maneira de tomar o seu lugar".   

Desta forma, "quando políticos insultam muçulmanos, quando uma mesquita é vandalizada ou uma criança é atacada, isso não nos torna mais seguros. É simplesmente errado. Isso nos diminui aos olhos do mundo. Torna mais difícil alcançar nossos objetivos. E trai o que somos como um país", concluiu.   

Declaração foi uma indireta ao principal pré-candidato republicano nas pesquisas, Donald Trump, que causou polêmica ao dizer que pretende fechar o país para a entrada de muçulmanos caso seja eleito. O magnata diz querer impedir atentados em solo norte-americano. "O mundo nos respeita não apenas por nosso arsenal, ele nos respeita por nossa diversidade e por nossa abertura e pela maneira como respeitamos todas as religiões", concluiu. (ANSA)
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