Acuada, Hillary ataca Sanders em debate democrata

WASHINGTON, 18 JAN (ANSA) - No último debate entre os pré-candidatos democratas, realizado na noite deste domingo, dia 17, Hillary Clinton focou suas forças em atacar Bernie Sanders, que vem crescendo nas pesquisas. Hillary e Sanders se encontram em Charleston, Carolina do Sul, para o último debate antes do início das primárias em fevereiro, em Iowa e New Hampshire, onde o senador e a ex-secretária de Estado aparecem quase empatados nas sondagens. Durante o debate, eles podem ter diferido sobre as questões domésticas do país, mas se aproximaram bastante quando o assunto foi os desafios internacionais dos Estados Unidos.   

Assim como aconteceu na semana passada no debate republicano, quando Ronald Trump e Ted Cruz, os principais pré-candidatos roubaram os holofotes, Hillary e Sanders foram os protagonistas do encontro democrata.   

Mas, diferentemente do embate entre os representantes do GOP, o apelido do partido rival "Grand Old Party" ("Grande Velho Partido", em livre tradução do inglês), os democratas se enfrentaram em um tom mais respeitoso, sem insultos ou golpes baixos.   

Um dos maiores embates foi sobre o legado do presidente Barack Obama. Os democratas debateram sobre a reforma da Saúde, conhecida como Obamacare, Wall Street e o acordo nuclear com o Irã e outras questões da política internacional.   

Mais idealista, Sanders, que se define como socialista, defende o Obamacare, mas diz que é preciso ir além, defendendo reformas mais profundas. Hillary, a candidata preferia de Obama, concorda com o mandatário sobre como o programa deve ser conduzido e mantido.   

"Desmontar tudo o que fizemos e começar de novo... Acredito que este é um caminho equivocado", disse.   

Hillary ainda tentou atacar o rival acusando-o de apoiar o lobby dos fabricantes de armas. Acuado, ele disse que defenderá leis mais restritivas para a posse de armas, uma das maiores bandeiras do atual governo e da campanha de Hillary.   

Sobre Wall Street, ele afirma que a ex-primeira-dama não será "dura o suficiente" com o setor do empresariado, uma vez que aceitou grandes contribuições do mundo financeiro. "Eu não aceito remunerações pessoais por fazer palestras para o [banco] Goldman Sachs", concluiu.   

Ela rebateu dizendo que, no passado, ele votou a favor da desregulamentação dos mercados financeiros e de relaxar o controle federal.   

Nas questões externas, no entanto, quase houve consenso. Sobre o Irã, eles foram cautelosos, elogiando a melhoria nas relações bilaterais, mas advertindo sobre a necessidade de manter um pé atrás com o governo de Teerã.   

Eles também concordam sobre a Síria. Segundo os candidatos, é preciso lutar contra o terrorismo do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas sem enviar tropas ao solo sírio, e tentar encontrar uma solução diplomática para a crise com a ajuda dos países vizinhos. (ANSA)
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