Papa telefona para ex-presidiário acusado de matar os pais

Em Roma (Itália)

  • Alessandro Bianchi/Reuters

    Papa Francisco acena ao público ao chegar à Grande Sinagoga de Roma, no domingo

    Papa Francisco acena ao público ao chegar à Grande Sinagoga de Roma, no domingo

O italiano Pietro Maso, que passou 22 anos na cadeia pelo assassinato dos pais, revelou nesta terça-feira (19) que o papa Francisco telefonou para ele após o envio de uma carta.

"Escrevi uma carta ao papa em que pedi perdão por aquilo que havia feito há 25 anos, e pedia pela paz", disse. "Depois de alguns dias, tocou o telefone: 'Sou Francisco, o papa Francisco'. Agora dedico a minha vida aos outros", disse o ex-presidiário à revista italiana "Chi".

Segundo o italiano, ele se aproximou da religião durante o período em que esteve preso, e a carta foi enviada ao pontífice pelo monsenhor Guido Todeschini, que era o responsável pela capela do local. Esse telefonema ocorreu em 2013, e de acordo com Maso, "eu era o mal, e o papa Francisco teve compaixão por mim".

O rapaz cumpriu a pena pelo assassinato dos pais, crime cometido no dia 17 de abril de 1991, e ainda contou à reportagem que cometeu o homicídio após tentar por diversas vezes.

Jorge Mario Bergoglio é também conhecido por sua proximidade aos presidiários e por pedir a "dignidade humana" no cárcere. Ele já fez várias visitas a instituições do tipo, na Itália e em viagens internacionais, e pede que as pessoas que erraram sejam incluídas novamente na sociedade.   

Até mesmo no lançamento de seu livro "O nome de Deus é misericórdia", ocorrido na semana passada, o pontífice solicitou que um detento desse seu depoimento na entrevista coletiva à imprensa.

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