2015 foi o ano mais quente da história, afirma Nasa

ROMA, 20 JAN (ANSA) - O ano de 2015 foi o mais quente já registrado desde 1880, informaram a Nasa e a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) nesta quarta-feira (20).   

Segundo os estudos das entidades, que são realizados separadamente, a temperatura do planeta ficou 0,90ºC acima da média do século 20 e 0,16ºC acima do recorde anterior, registrado em 2014.   

Os cientistas atrelaram o aumento nos termômetros ao fenômeno climático El Niño, mas principalmente, ao aquecimento planetário ocorrido em longo prazo e causado por emissões humanas.   

Ainda de acordo com os dados divulgados hoje, 10 dos 12 meses do ano passado bateram recorde - sendo dezembro o mais quente já registrado na história.   

No curso de 2015, o calor recorde atingiu diversas áreas do globo: a América Central e parte da América do Sul, várias partes da Europa, a Ásia Ocidental, o sul da África e ainda a Sibéria. Além disso, todos os oceanos sofreram com o aumento da temperatura. Para ilustrar os problemas de aquecimento global, os especialistas lembraram da onda de calor na Índia, que matou mais de 2,5 mil pessoas no ano passado.   

"A mudança climática é o desafio da nossa geração. O anúncio de hoje é um dado-chave que deve causar uma aceleração nas decisões políticas e fazê-los entender que agora é o momento de agir", afirmou um dos pesquisadores da Nasa, Charles Bolden.   

Com base nesses dados, a extensão da cobertura de gases no hemisfério Norte durante 2015 ficou em 24,6 milhões de quilômetros quadrados, a menor desde 2008 e a 11ª no ranking das menores coberturas desde o século 19.   

Já a extensão anual média do gelo marinho no Ártico ficou em 11 milhões de km2, a sexta menor dos últimos 37 anos. Situação contrária ao das geleiras da Antártida, que aumentaram para 12,7 milhões de km2, sendo o terceiro maior da história.   

Com os números divulgados, os últimos 12 meses quebraram pela quarta vez o recorde de temperaturas desde o início do século.   

Desde 1997, 16 dos 18 anos seguintes tiveram temperaturas acima da média.   

Apesar de demorar ainda alguns anos para confirmar, os cientistas acreditam que os recordes batidos pelos últimos dois anos colocaram o planeta, novamente, numa trajetória de rápido aquecimento global. Isso ocorre após um período de relativa estabilidade na temperatura desde o poderoso El Ninõ de 1998.   

O anúncio também foi feito um mês após líderes de, praticamente, todos os países do mundo se comprometerem a tomar mais atitudes para a temperatura da Terra não ultrapassar os 2ºC até o fim deste século - preferencialmente, que o aumento fique abaixo dos 1,5ºC. (ANSA)
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