Após reforma, Itália contratará mais de 67 mil professores

ROMA, 21 JAN (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou nesta quinta-feira (21) que o governo realizará um concurso para a contratação de mais de 63,7 mil professores já para o próximo ano letivo. Essa é uma das 11 medidas aprovadas na madrugada de hoje sobre a administração pública da Itália.   

"Vamos realizar um concurso para 63.712 professores, sendo um grande investimento para as escolas e esperamos que, a partir de setembro, eles poderão assumir os cargos. Um grande e caloroso pensamento àqueles que diziam que nós não faríamos nada sore as escolas", destacou o premier em coletiva de imprensa no Palácio Chigi.   

Segundo ele, o concurso ainda não colocará fim ao trabalho de professores suplentes - uma das bandeiras mais defendidas pelo primeiro-ministro -, mas será um passo em direção a tal. Para Renzi, serão necessários "dois ou três anos" para que essa função seja eliminada.   

"A nossa convicção muito forte é fazer uma escolha ligada à qualidade dos novos professores. Eles são o bem mais precioso porque damos os nossos filhos a eles e a consequência não pode ser nada além da máxima qualidade sob todos os pontos de vista", ressaltou.   

- Outras mudanças: Além da questão escolar, as mudanças - que ainda serão submetidas ao Parlamento - atingem desde a polícia até os bancos.   

Segundo Renzi, os projetos preveem "poltronas a menos", mas "uma maior eficiência" dos órgãos públicos. "Aquele que gere mal, será demitido. Mérito, mérito, mérito e remoção no caso de incapacidade", destacou.   

Sobre as recentes crises dos bancos populares italianos, o premier afirmou que "não há problema bancário na Itália". "A crise desse momento, as turbulências dessas horas podem ser grandes oportunidades para a Itália. Nós as observamos, estamos atentos, mas elas são grandes oportunidades. A Itália, paradoxalmente, pode ser um lugar mais seguro do que os outros", disse.   

Renzi ainda anunciou a redução no número de equipes de investigação na polícia "de cinco para quatro", sendo que a polícia florestal será incorporada aos "Carabinieri". Além disso, haverá mudanças na quantidade de Autoridades departamentais. "Existem 24 Autoridades e sobretudo muitos procedimentos. A simplificação vai reduzir para 15", informou.   

De acordo com a previsão do governo, essa série de projetos deve ser votada e aprovada em "dois a três meses".   

- Briga pública com Juncker: Sobre o bate-boca público que teve com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Renzi amenizou a situação.   

"Se Juncker errou as palavras, paciência. O que me interessa é que ele não erre as políticas da Europa. Eu quero muito bem a Europa, mas quero que funcione e que tenha regras iguais para todos. Que as regras que valem para mim, valha para os outros, que não haja duas medidas", ressaltou.   

Desde a última semana, os dois líderes trocam farpas públicas.   

Enquanto Juncker disse que o premier italiano gosta de "vilipendiar" o papel da União Europeia, Renzi diz que a "Itália merece respeito" das instituições europeias. (ANSA)
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