Em Davos, Macri concretiza guinada da Argentina

BUENOS AIRES, 22 JAN (ANSA) - Cumprindo sua promessa de mudar os rumos econômicos da Argentina, o presidente Mauricio Macri, levou o país de volta ao Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos. O ex-presidente Néstor Kirchner e mais tarde sua esposa, Cristina, ficaram de fora do evento durante seus 12 anos no Poder.   

Diante de enorme expectativa, o nome de Macri foi um dos mais citados durante o encontro econômico, quando se encontrou com diversos líderes e empresários. Em seus cerca de três dias na Suíça, ele debateu uma reaproximação do Reino Unido, após a relação bilateral se deteriorar no governo de Cristina Kirchner por conta da briga pelas Malvinas. Ele também falou sobre sua vontade de, junto ao Brasil, avançar em um acordo com a União Europeia (UE) e debateu o impasse dos "Fundos Abutres" com os Estados Unidos.   

UE - Como defendeu em sua campanha eleitoral, Macri quer voltar suas atenções para um acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), travado anteriormente por exigências da Argentina.   

Em coletiva de imprensa em Davos, ele disse estar otimista e que chegou a conversar com a presidente Dilma Rousseff para que uma proposta seja apresentada ao bloco europeu ainda no primeiro trimestre deste ano. "Ambos queremos avançar" nesta questão, concluiu.   

Atualmente, a União Europeia é o maior parceiro comercial do Mercosul, respondendo por 20% do comércio do bloco sul-americano. EUA - Em uma aproximação dos Estados Unidos, Macri se reuniu com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, ocasião em que conversaram sobre a necessidade de "criar uma boa atmosfera de diálogo em toda a região".   

Biden ainda ofereceu ajuda na luta contra o narcotráfico na Argentina, que cresceu muito nos últimos anos.   

Fundos Abutres - Em coletiva, Macri disse que pretende finalmente fazer uma oferta aos fundos de investimentos conhecidos como "Abutres".   

"Até agora não temos resultados concretos, mas faremos uma oferta na semana que vem", afirmou.   

Os "abutres" não aceitaram no passado o acordo proposto pelo governo de Cristina Kirchner de pagar um valor renegociado. A ex-mandatária, por sua vez, acusava os fundos de tentar extorquir o governo. Os outros 92% de credores, no entanto, concordaram em receber valores menores e perdoar os juros, mas só podem ser pagos após os fundos de investimentos. Com moratória técnica por conta dos tramites judiciais, Macri quer articular um acordo, a fim de voltar a tomar empréstimos no exterior para financiar obras públicas, sua estratégia para retomar a economia local. (ANSA)
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