Lagarde anuncia candidatura à reeleição no FMI

ROMA, 22 JAN (ANSA) - A francesa Christine Lagarde oficializou nesta sexta-feira (22) sua candidatura à reeleição na direção do Fundo Monetário Internacional (FMI).   

Lagarde, que já ocupa o cargo desde 2011, tem o apoio da Alemanha, Reino Unido, Espanha, China e, naturalmente, da França. Analistas afirmam que será difícil um outro candidato conseguir tanto apoio quanto Lagarde.   

Em um comunicado, o Ministério das Finanças alemão disse que Lagarde demonstrou ser "uma diretora prudente durante momentos difíceis". Já o secretário britânico George Osborne ressaltou que a francesa "é uma líder excepcional com visão e perspicácia" para guiar a economia mundial nos próximos anos. "Tenho grande estima por ela. Lagarde fez um grande trabalho e pretendo continuar a colaborar com ela", disse, por sua vez, o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob J. Lew. Durante sua gestão, Lagarde deu atenção aos países que se apresentam como novos mercados e aos que lideraram o crescimento econômico mundial. A decisão de inserir a moeda chinesa yuan no painel monetário internacional também foi a cartada final para a francesa conseguir o apoio de Pequim. O mandato da atual gestão termina no próximo dia 5 de julho.   

Outras candidaturas ao cargo poderão ser apresentadas até 20 de fevereiro. No dia 1 de março, ocorre a eleição.   

Lagarde, de 60 anos, foi a primeira mulher a assumir a direção do FMI, depois de também ser a primeira ministra das Finanças do sexo feminino dentro do G8 (grupo de sete países mais ricos do mundo e a Rússia), durante o mandato do premier François Fillon e do presidente Nicolas Sarkozy (2007-2012).   

O único escândalo da sua carreira se refere ao caso de Bernard Tapie, do banco Credit Lyonnais, que está em julgamento na França. Lagarde se defende das acusações de negligência por não ter vigiado, como ministra das Finanças, um uso impróprio de fundos públicos. Vegetariana e ex-professora de nado sincronizado, é praticante de yoga, natação e mergulho. Apesar de não ter formação em Economia (possui diplomas em Inglês e Direito Comercial), Lagarde apresentou sua candidatura à direção do FMI após o afastamento de Dominique Strauss-Kahn, envolvido em acusações de abusos sexuais. (ANSA)
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