Obama promete ajuda para Merkel na crise imigratória

WASHINGTON E ROMA, 22 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para a chanceler alemã Angela Merkel na noite desta quinta-feira (21) e prometeu ajudar a Europa na crise imigratória.   

Segundo a Casa Branca, o norte-americano concordou com uma reunião de alto nível nas Nações Unidas para debater sobre o problema até o fim de ano, mais provavelmente em setembro.   

Ainda de acordo com nota divulgada pela entidade, Obama elogiou a liderança de Merkel sobre a crise de refugiados sírios e discutiu com ela os planos para pedir que mais países intensifiquem sua contribuição.   

Uma fonte ouvida pela mídia alemã, o presidente prometeu um "apoio substancial" para resolver a crise e lembrou que o ministro da Economia, Wolfgang Schauble, havia solicitado "bilhões de dólares" para resolver o problema "muito mais caro" do que o previsto.   

Os dois líderes conversaram ainda sobre um encontro de doadores para imigrantes sírios, que ocorrerá em Londres no dia 4 de fevereiro, explicou o porta-voz de Merkel, Steffan Seibert. "O presidente prometeu que o governo dos Estados Unidos contribuirá notavelmente", ressaltou Seibert.   

- Líderes europeus se manifestam: O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, voltou a criticar aqueles que querem acabar com o tratado de livre circulação na Europa como forma de combater o terrorismo e diminuir o fluxo de estrangeiros no continente.   

"Schengen é muito colocado em dúvida e para nós isso é verdadeiramente triste porque a livre circulação era o grande sonho europeu. É justo estarmos atentos contra o terrorismo, mas não é suspendendo Schengen que a gente impede os terroristas.   

Alguns dos terroristas de Paris cresceram em nossas cidades", ressaltou Renzi à rádio "RTL".   

Já a alta representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, também falou sobre o suposto fim de Schengen. Para ela, se fosse suspenso, o fim do tratado teria custos "impressionantes" especialmente pelo atual momento ecônomico que a Europa vive.   

Porém, a italiana comemorou que as pessoas estão entendendo a gravidade da situação. "Hoje, os cidadãos entendem que não poderemos enfrentar esse problema sem uma resposta da Europa. É certo que demoramos muito tempo, mas finalmente começaram a entender que é um problema europeu e menos pessoas estão morrendo no mar", ressaltou Mogherini durante encontro no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.   

Em entrevista ao jornal alemão "Der Spiegel", Schauble também falou sobre a pressão para o fim de Schengen e disse que se "esse sistema for destruído, a Europa estará dramaticamente em perigo, do ponto de vista político e econômico".   

Por sua vez, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, disse em entrevista à "BBC" que a mensagem que o governo de seu país precisa enviar é que "não acolheremos todos os refugiados porque a mensagem em contrário provoca maiores problemas".   

- Merkel encontra Davutoglu: A chanceler alemã, Angela Merkel, irá se encontrar com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, nesta sexta-feira (22) para debater a crise imigratória na Europa.   

O país é uma das maiores rotas mais usadas pelos estrangeiros para chegar ao continente e um dos que mais registra morte de imigrantes. (ANSA)
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