Cúpula da Celac debaterá erradicação da pobreza e Farc

SÃO PAULO, 26 JAN (ANSA) - Com a participação da presidente Dilma Rousseff, a IV Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) debate em Quito, Equador, temas como a erradicação da pobreza na região e o fim do conflito armado na Colômbia.   

Em nota, representantes do Planalto explicaram que "a Cúpula será oportunidade para que os chefes de Estado e de Governo estabeleçam diretrizes para a continuidade das atividades de articulação política, cooperação setorial e relacionamento externo" do grupo. Uma das prioridades entre os membros da Celac é estabelecer uma agenda de trabalho até 2020 para erradicar a pobreza extrema dos países da região. Segundo dados da Comissão Econômica para América Latina (Cepal), 167 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza na América Latina, sendo que 71 milhões estão em condições de "pobreza extrema".   

Está previsto que também seja debatida durante o encontro a criação de uma missão formada por representantes das Nações Unidas (ONU) e da Celac para observar a deposição de armas do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   

Em declaração a jornalistas na semana passada, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse que tanto o governo de Bogotá quando os guerrilheiros "ressaltaram a importância e pediram à ONU que, com o apoio da Celac, essa verificação possa feita".   

Dilma, que chega mais cedo ao Equador para se reunir hoje com seu homólogo, Rafael Correa, participará amanhã, dia 27, da Cúpula.   

Presidência pro tempore - A reunião também marca a passagem da Presidência pro tempore do bloco. Quem assume agora é a República Dominicana.   

O subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Itamaraty, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, explicou em nota que o mandato do Equador na Celac se caracterizou por uma atuação bastante ativa do órgão.   

"Eles tomaram uma série de iniciativas em várias áreas.   

Organizaram reuniões ou estimularam a realização de reuniões sobre uma série de temas, que vão desde direitos humanos e integração a questões econômicas, sociais, educacionais e culturais. Foi uma presidência muito boa e nós estamos muito felizes com o trabalho que o Equador fez", concluiu. Em 2015 foram debatidos temas como planejamento e estatística, cultura, ciência e tecnologia, migrações e mudança do clima, entre outros assuntos. (ANSA)
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