Bispos italianos saem em defesa da 'família natural'

ROMA, 29 JAN (ANSA) - A Conferência Episcopal Italiana (CEI), organização que possui grande influência na política do país europeu, reafirmou sua defesa da "família natural" frente ao projeto em tramitação no Parlamento que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo e abre a possibilidade de esses casais - ainda que com muitas restrições - adotarem filhos.   

A declaração está no comunicado de encerramento da última reunião da CEI, que ocorreu no início da semana, em Roma. "A equiparação em curso entre matrimônio e união civil - com a introdução de uma alternativa à família - foi discutida no âmbito da mais ampla preocupação com a mudança cultural pela qual passa o Ocidente", disse a entidade.   

Segundo a nota, os bispos exprimiram sua consciência da missão eclesiástica de "anunciar o evangelho do casamento e da família, defendendo a identidade de sua figura natural, cujos traços estão na própria Constituição".   

No ano passado, o secretário-geral da CEI, Nunzio Galantino, já havia se pronunciado contra uma política "estrábica", que investe energias "nessas formas de união particulares" e "coloca de lado a família tradicional, pilar da sociedade".   

O projeto em tramitação no Parlamento da Itália, de autoria da senadora Monica Cirinnà, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), prevê a possibilidade de que homossexuais registrem os filhos de seus parceiros, mas apenas na ausência do outro pai biológico. No entanto, casais de gays ou lésbicas continuariam proibidos de adotar crianças.   

Além disso, a nova lei inclui uma equiparação de fato entre matrimônio e união civil, mas apenas esta última seria acessível aos homossexuais. Até o momento, cerca de 6 mil emendas ao projeto já foram apresentadas, sendo aproximadamente 5 mil do partido de extrema-direita Liga Norte. Tal tática é usada pela oposição para obstruir medidas defendidas pelo governo no Congresso.   

Neste sábado (30), organizações católicas - entre as quais não está a CEI - promoverão um ato chamado "Family Day" ("Dia da Família") para pedir a rejeição da chamada "Lei Cirinnà". (ANSA)
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