De CPMF a zika, Dilma pede ajuda ao Congresso contra crises

SÃO PAULO, 02 FEV (ANSA) - Com um discurso praticamente inteiro voltado aos problemas e desafios da economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff abriu nesta terça-feira (2) o ano legislativo do Congresso Nacional, que volta de um período de mais de um mês de recesso.   


Destacando em sua mensagem a necessidade de ampliar a receita do governo, a mandatária defendeu perante deputados e senadores a volta da CPMF, imposto sobre movimentações financeiras extinto em 2007, recebendo vaias de parte dos parlamentares. Alguns deles levantaram até cartazes com a frase "Xô CPMF!".   


Imediatamente, congressistas da base aliada começaram a aplaudir Dilma para encobrir a manifestação dos adversários. Segundo a petista, o retorno da contribuição é uma das medidas temporárias necessárias para melhorar a situação fiscal das contas públicas em curto prazo. "Sei que muitos são contra e têm seus argumentos, mas peço: considerem a excepcionalidade do momento e levem em conta fatos, não opiniões, que tornam a CPMF a melhor opção disponível, em curto prazo, para ampliar a receita", declarou a presidente.   


Em contrapartida, a petista prometeu "dar continuidade" à política de controle dos gastos de custeio e "aumentar a eficiência" de sua administração. "Queremos adotar um processo continuado de avaliação de nossos programas e políticas, a fim de eliminar distorções e visando a preservar todos aqueles que são essenciais", acrescentou.   


Dilma também disse que pretende se reunir com a sociedade para apresentar em breve um projeto de reforma da previdência. De acordo com ela, a proposta terá como premissa o respeito aos direitos adquiridos e não retirará benefícios dos cidadãos.   


"Um dado ajuda a explicitar nosso desafio: em 2050, teremos uma população em idade ativa similar à atual. Já a população acima de 65 anos será três vezes maior. Vamos dialogar com a sociedade para encaminhar ao Congresso uma proposta exequível e justa", declarou.   


A mandatária ainda ressaltou que o Brasil precisa da ajuda do Congresso para dar sequência à regularização fiscal e à retomada do crescimento. "Espero, ao longo deste ano, contar mais uma vez com a parceria do Congresso Nacional para fazermos o Brasil alcançar patamares mais altos de justiça, solidariedade e igualdade de oportunidades. Uma crise é sempre um momento muito doloroso para ser desperdiçado", disse Dilma.   


Zika - Durante seu pronunciamento, a presidente abordou o surto de zika no Brasil e defendeu que o melhor remédio para combater a disseminação do vírus é o "enfrentamento do mosquito Aedes aegypti". "Se o mosquito não nascer, o vírus não tem como viver", afirmou.   


A líder ainda destacou que, no dia 13 de fevereiro, o Governo Federal realizará sua primeira grande operação contra o Aedes, que contará com a participação de 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas e de outras áreas da administração nacional. "Não faltarão recursos para que possamos reverter a epidemia do zika vírus", salientou. (ANSA)
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