Do EI às armas, veja os temas polêmicos das eleições nos EUA

NOVA YORK, 02 FEV (ANSA) - Um desafio entre filosofias opostas para combater os maiores problemas que afligem o mundo é o grande destaque dos debates entre os pré-candidatos dos próprios partidos que os representam e, mais ainda, entre republicanos e democratas.   

Da imigração às armas, do combate ao Estado Islâmico à tributação norte-americana, confira os principais temas da corrida presidencial dos EUA.   

- Imigração: Esse é o tema-chave para atrair os votos dos eleitores hispânicos indecisos, que exerceram um papel fundamental no triunfo de Barack Obama em 2008 e 2012.   

Os democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders são favoráveis a uma reforma que legalize aqueles que moram no país e atendam à pré-requisitos mínimos, enquanto os republicanos Donald Trump e Ben Carson pedem a construção de um muro na fronteira com o México. Mais moderado, Jeb Bush reconhece a necessidade de uma reforma completa na questão.   

- Armas: O potente lobby da Associação Nacional de Rifles (RNA, na sigla em inglês) é um dos mais importantes financiadores dos republicanos, contrários a qualquer tipo de proibição no assunto.   

E se a direita pede que escolas e igrejas sejam armadas para combater os massacres de pessoas, muito comuns nos EUA, Clinton sugere não só obrigar a exigir controles sobre quem compra fuzis e pistolas bem como verificar precedentes criminais ou distúrbios psicológicos. As ideias da democrata estão em linha com o que Obama decidiu impor por decreto no país.   

- Impostos: Os republicanos são favoráveis a uma redução sobre os impostos sobre as empresas e contrários ao aumento de taxas para os mais ricos.   

Os democratas voltam-se mais para a classe média - que são os que menos sentem os benefícios da retomada econômica - e propõem um aumento de alíquotas para os mais ricos e para as grandes empresas para financiar programas públicos.   

Há diferenças entre os dois grupos também na questão da reforma da Bolsa de Valores e sobre impor limites aos riscos de grandes bancos.   

- Acordos comerciais: Os assinados por Obama, como o Acordo de Associação Transpacífico (TPP) e aquele entre Estados Unidos e União Europeia (TTIP), são apoiados pelos dois candidatos democratas. Porém, Sanders acusa Clinton de querer mudar esses acordos após "esfriar" o debate.   

- Irã: O acordo nuclear assinado com o Irã, no ano passado, é duramente criticado pelos candidatos republicanos, que estão convencidos de que Teerã não é confiável e que ele cria problemas com Israel, aliado histórico dos EUA. Já Hillary e Sanders defendem a negociação e a manterão o documento se assumirem a Presidência por acreditarem que o pacto favorece à paz no Oriente Médio.   

- Luta contra o EI: A questão divide os dois candidatos democratas e as opiniões divergem sobre o envio de tropas norte-americanas terrestres para a Líbia, Síria e Iraque para derrotar o Estado Islâmico. Republicanos são favoráveis ao envio.   

- Mudanças climáticas: Todos os principais candidatos republicanos negam que a emissão de poluentes atual tenha impacto sobre as mudanças climáticas. Por sua vez, Clinton e Sanders propõem medidas para limitar as emissões de poluentes das indústrias, a partir do setor petrolífero. (ANSA)
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