Mercosul se reúne nesta quarta para debater combate à zika

SÃO PAULO, 2 FEV (ANSA) - Como anunciado pela presidente Dilma Rousseff após a IV Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na semana passada, os ministros de Saúde dos países que formam o Mercosul se reunião nesta quarta-feira, dia 3, para debater o combate ao vírus zika.   

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, irá representar o país no encontro, que será realizado em Montevidéu, no Uruguai.   

Dilma disse, em coletiva realizada em Quito, no Equador, que a única forma de cooperar é "difundirmos entre nós as melhores práticas e tecnologias de combate ao vírus".   

A presidente ainda destacou que vários países da região já têm experiência no combate à dengue, que é transmitida de forma similar, tendo o mosquito Aedes aegypti como principal transmissor.   

A reunião estará aberta para representantes da Celac e da União das Nações Sul-americanas (Unasur) que quiserem participar. Dilma explicou que a maioria dos países da região adota um modelo similar ao brasileiro, com a utilização das Forças Armadas na luta pela erradicação física dos criadouros, a eliminação das águas paradas e a conscientização da população.   

Segundo a imprensa local, um dos pontos que deve ser debatido é o controle de fronteiras. O problema, no entanto, é que muitas vezes as pessoas contaminadas pela zika não demonstram sintomas.   

Dados da Organização Pan-americana de Saúde apontam que ao menos 23 países já foram atingidos. Entre os mais afetados estão Brasil e Colômbia.   

Microcefalia - No final do ano passado, o Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu a relação entre o aumento da microcefalia no Nordeste do país e a infecção por zika. De acordo com a análise preliminar, o risco de aparição de microcefalia e malformações estaria associado com a infecção no primeiro trimestre da gravidez.   

Além da zika, o mosquito também transmite a dengue e a febre chikungunya. (ANSA)
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