Após tensão, Comissão Europeia elogia governo da Itália

ESTRASBURGO, 03 FEV (ANSA) - Após semanas de trocas de acusações públicas, o clima entre a Comissão Europeia e a Itália parece ter melhorado. Nesta quarta-feira (03), o presidente do grupo, Jean-Claude Juncker, agradeceu aos italianos por colaborarem na ajuda financeira que será enviada à Turquia.   

"Os três bilhões de euros em favor da Turquia devem ser colocados à disposição. Todos precisamos respeitar os nossos compromissos. Também o governo italiano se disse disponível e é um fato positivo que eu reconheço. Preciso agradecer a todos os Estados-membros e sobretudo a Itália, que nos deram provas de solidariedade", afirmou Juncker ao plenário.   

Segundo o luxemburguês, os turcos têm em seu território mais de três milhões de refugiados "e eles estão empenhados nesta gestão, mas nós precisamos respeitar as nossas obrigações nesta questão".   

A afirmação de Juncker ocorre um dia depois após um documento escrito pela Comissão Europeia e endereçado ao primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Nele, a entidade afirma que a contribuição de cada membro da União Europeia aos turcos não será levada em conta no cálculo do déficit público a fim de respeitar o Pacto de Estabilidade do bloco e a política de austeridade.   

Na segunda-feira (01), Renzi havia comentado a situação do dinheiro e da ajuda para a Turquia durante sua passagem pela Nigéria, criticando a postura do bloco no início da crise imigratória.   

"Daremos nossa contribuição à Turquia para salvar seres humanos.   

E faremos todos os esforços para salvar vidas no Mediterrâneo.   

Salvamos milhares de vida enquanto a Europa olhava para o outro lado", destacou o premier referindo-se à operação "Mare Nostrum" - que durou cerca de um ano e foi financiada exclusivamente pela Itália.   

- Grã-Bretanha: Juncker ainda comentou sobre o acordo apresentado nesta terça-feira (02) pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para manter a Grã-Bretanha na União Europeia.   

"A Comissão Europeia apoia a proposta criada pelo presidente Tusk, pois é um texto equilibrado a respeito do Parlamento e os Estados-membros", ressaltou.   

Entre outras coisas, o texto fala em "proteger os direitos" dos Estados-membros que não fazem parte da zona do euro - caso do Reino Unido -, mas exclui a possibilidade de essas nações terem poder de veto sobre decisões ligadas à área da moeda comum. Para dar mais autonomia a Londres, Tusk propõe que os países integrantes do bloco possam "interromper a análise de uma proposta legislativa europeia" se um determinado número de parlamentares nacionais assim quiser. Além disso, os britânicos não serão obrigados a aumentar sua integração política com Bruxelas. (ANSA)
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