Assange aceitará ser detido se perder processo na ONU

LONDRES, 3 FEV (ANSA) - O ativista australiano Julian Assange anunciou que irá deixar a Embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado há mais de três anos, caso o grupo de trabalhos das Nações Unidas (ONU) que analisa prisões arbitrárias chegue à conclusão de que sua situação não configura uma detenção ilegal.   

Em comunicado publicado no Twitter do WikiLeaks, ele disse que pretende se entregar às autoridades britânicas ao meio-dia da próxima sexta-feira, dia 5, "diante da falta de perspectivas de um apelo futuro".   

"No entanto, se eu for favorecido e for considerado que os Estados envolvidos agiram de forma ilegal, eu espero a devolução imediata do meu passaporte e fim de qualquer tentativa de me prender", acrescentou.   

Se os especialistas considerarem que sua situação se configura uma detenção e que não está de acordo com o direito internacional, ele ganhará o apoio da instituição em seu pedido de liberdade. O grupo de trabalhos deve anunciar amanhã sua decisão sobre a situação do ativista. Fontes da "BBC" anteciparam o resultado, dizendo que a sentença deve ser favorável a Assange.   

Histórico - O fundador do WikiLeaks está desde julho de 2012 refugiado na embaixada do Equador em Londres, proibido de deixar o prédio para viajar ao país que o concedeu asilo. Caso saia do edifício, considerado solo equatoriano, Assange corre o risco de ser preso pelas autoridades britânicas e extraditado à Suécia, onde responde por crimes de abuso sexual - dos quais ele nega ser culpado. O australiano, porém, teme que sua extradição seja apenas um artifício para que seja enviado aos Estados Unidos. Lá, ele poderia ser condenado por espionagem e divulgação de documentos secretos. (ANSA)
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