Governo Tsipras enfrenta primeira greve geral na Grécia

SÃO PAULO, 04 FEV (ANSA) - Uma greve geral foi realizada na Grécia nesta quinta-feira (04) como forma de protesto contra a reforma da previdência proposta pelo governo de Alexis Tsipras.   

Essa é a primeira grande revolta popular desde que o primeiro-ministro assumiu o poder, em janeiro do ano passado.   

Todos os serviços de transporte foram afetados de maneira integral ou parcial em várias cidades do país. O que mais chamou a atenção é que mais de 90% dos funcionários e empresários setor privado, segundo fontes dos sindicatos, cruzaram os braços hoje.   

Manifestações de agricultores também foram registradas em áreas rurais e até serviços públicos essenciais, como hospitais, atendiam apenas em casos de emergência.   

Entre os principais pontos de revolta contra a reforma previdenciária está o limite dos salários do aposentados de 2,7 mil euros para 2,3 mil e a criação de uma "aposentadoria mínima" no valor de 384 euros por mês. Além disso, haveria a fusão de grande parte dos sindicatos e um aumento nas taxas de todos - empregados e empregadores - para a Previdência.   

A ideia é que essas medidas gerem uma economia bilionária, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto grego. A atual reforma da previdência, que uniu todas as classes trabalhistas do país, deve ser votada ainda em fevereiro pelo Parlamento.   

Ela é um dos principais pontos acordados por Tsipras com seus credores - Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Europeia -, a famosa troika.   

Há um ano, quando assumiu o cargo, o premier representava a ala da esquerda-radical na política grega. Porém, apesar de prometer que seria contra mais medidas de austeridade, Tsipras acabou aceitando o acordo proposto pela troika após meses de negociação.   

Em agosto do ano passado, Tsipras assinou um acordo que previa o empréstimo de 86 bilhões de euros até 2017 em troca de mais medidas de austeridade e de corte de benefícios.   

- Protesto acaba em violência: Em Atenas, mais de 50 mil pessoas se reuniram para protestar contra o projeto de lei. Enquanto seguiam em direção ao Parlamento do país, um grupo começou a jogar pedras e bombas de fabricação caseira contra a polícia, causando um confronto. Um jornalista ficou ferido na ação. Após a confusão, a marcha foi interrompida pela maioria dos manifestantes. (ANSA)
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