Obama é pressionado para criar força de combate na Líbia

WASHINGTON, 4 FEV (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem sido pressionado por conselheiros de segurança a adotar medidas que evitem a expansão do grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) na Líbia, publicou nesta quinta-feira (4) o jornal "The New York Times".   

Obama estaria recebendo recomendações de seus mais altos conselheiros para que aprove o envio de militares norte-americanos em uma nova frente de batalha contra o EI em território líbio. Enquanto o mandatário, consciente das consequências de uma outra intervenção militar no exterior, pede que seus gabinete dê todo o apoio para a formação do governo de unidade na Líbia, o Pentágono analisa a possibilidade de trabalhar com aviões, foguetes e forças especiais, como já faz na Síria. Mas a hipótese de deslocar um grande contingente norte-americano à Líbia não tem sido considerada. Outra ideia seria a criação de uma força local de estabilização, integrada por tropas norte-americanas e europeias, inclusive italianas.   

Até o momento, nenhuma decisão foi tomada. O presidente se reuniu na quinta-feira da semana passada com conselheiros militares para analisar a atual posição do Estado Islâmico nos territórios que ocupa.   

A grande preocupação de Obama é embarcar os EUA em mais um confronto, em seu último ano de governo. Por outro lado, o democrata e seus parceiros na Europa tentam evitar que o EI chegue à porta do continente. Por isso, Obama tem feito apelos para que o governo de unidade na Líbia consiga ser formado com sucesso. Caso este cenário se confirme, qualquer intervenção externa poderá ser articulada com as novas autoridades líbias. De acordo com dados do Pentágono, o número de combatentes do Estado Islâmico na Líbia gira em torno de 5 mil a 6,5 mil, quase o dobro do registrado no ano passado. Muitos recrutados pelo EI em países do norte da África, além da Síria e do Iraque, permanecem na Líbia atuando em milícias locais. Desde a queda do regime de Muammar Kadafi, em 2011, a Líbia enfrenta um vácuo político com movimentos contrários tentando assumir o poder e mantendo dois Parlamentos. Em dezembro de 2015, os líderes políticos dos dois Parlamentos assinaram um histórico acordo de paz para restabelecer a unidade do país, dilacerado pela guerra civil que se arrasta há cinco anos. O pacto foi firmado na cidade de Skhirat, no Marrocos, após meses de negociações mediadas pelas Nações Unidas. (ANSA)
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