Ministro quer Exército para 'calar pistolas' da Camorra

ROMA, 07 FEV (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, defendeu neste domingo (7) a presença do Exército em Nápoles para fazer frente ao aumento do número de homicídios na cidade, principalmente em função da atuação da máfia Camorra.   

Embora tenha dito que não gostaria de ver o terceiro município mais populoso do país "militarizado", o político declarou que é preciso haver uma norma para liberar mais soldados para proteger a capital da Campânia. "Em Nápoles tivemos sucessos extraordinários na luta contra a Camorra, mas um dado me deixa absolutamente insatisfeito: os crimes caíram no país inteiro, mas em Nápoles os homicídios aumentaram. Devemos calar as pistolas. Eu disse a Renzi que Nápoles precisa agora do Exército", declarou Alfano, também líder do partido conservador Nova Centro-Direita (NCD).   

Já o primeiro-ministro Matteo Renzi, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), ainda não se pronunciou sobre o assunto. "Não sou da opinião de que os mafiosos se matam entre eles. Não podemos ignorar", acrescentou o ministro do Interior.   

Ao lado da Cosa Nostra (Sicília) e da 'ndrangheta (Calábria), a Camorra é um dos principais grupos mafiosos da Itália, com tentáculos que chegam a todo o mundo. Seu modo de operação ficou conhecido por meio do livro "Gomorra", do escritor e jornalista italiano Roberto Saviano. (ANSA)
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