Hope Solo pode desistir de Jogos do Rio por zika

ROMA, 18 FEV (ANSA) - Uma das jogadoras de futebol mais famosas do mundo, a goleira norte-americana Hope Solo admitiu que pode desistir de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro devido ao surto de zika vírus no Brasil. "Não quero enfrentar a possibilidade de ter um filho doente", disse a atleta no Texas, onde a seleção de futebol feminino dos Estados Unidosse treina para jogos classifcatórios das Olimpíadas. "Se os Jogos Olímpicos fossem hoje, eu não disputaria", completou.   


"Não sei quando o dia de ser mãe chegará para mim e para Jerramy, mas me reservo o direito de ter um filho saudável.   


Nenhum atleta que competir no Rio deveria enfrentar esse dilema.   


Aceito o risco de uma escolha como esta enquanto mulher, mas não aceito ser obrigada a escolher entre competir pelo meu país e sacrificar a minha potencial maternidade", disse a atleta para a revista Sports Illustrated.   


Aos 34 anos, Solo é casada com Jerramy Stevens, ex-jogador de futebol americano. O Brasil sofre com um surto de zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. As autoridades mundiais de saúde estudam a provável relação do vírus com casos de microcefalia fetal (má formação cerebral). Na semana passada, a imprensa norte-americana e alguns jornais brasileiros publicaram boatos de que o Comitê Olímpico Americano (Usoc) teria permitido que os atletas escolham livremente se querem ou não competir no Rio de Janeiro. Ontem (9), porém, o organismo negou a informação. O Brasil lidera em número de casos de zika e de microcefalia, principalmente na região nordeste. Até o dia 30 de janeiro, o Ministério da Saúde registrou 4.783 casos suspeitos de microcefalia, sendo que apenas 404 foram confirmados e 17 têm ligação com o zika vírus. Os outros ainda estão sendo analisados. Cerca de 700 foram descartados e 3,6 mil continuam sob investigação.   


De acordo com a Organização Panamericana de Saúde, outros países e territóros da América já relataram infecções, como Barbados, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Curacao, Equador, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, St Maarten Suriname e Venezuela.   


Além de nações americanas, o zika foi identificado na Europa e, nesta quarta-feira (10), a China anunciou o primeio caso no país. O paciente é um homem de 34 anos que viajou para a Venezuela em janeiro. As autoridades chinesas, no entanto, ressaltaram que são baixas as possibilidades do zika vírus se desenvolver no país neste momento, devido às baixas temperaturas invernais e a pouca procriação do Aedes aegypti, principal vetor para a difusão do vírus. Também hoje, uma australiana que visitou El Salvador na semana passada foi diagnosticada com zika em Queensland.   


Na Itália, um homem de 30 anos foi contagiado pelo vírus durante suas férias em Santo Domingo, na Republica Dominicana. É o primeiro caso de zika na região da Emilia Romana. A Itália já contabiliza nove pacientes contaminados.   


Até o momento, não há vacina contra o zika vírus no mundo. O processo de desenvolvimento e fabricação pode levar até 10 anos.   


(ANSA)
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