Lei de união civil gay avança no Senado da Itália

ROMA, 10 FEV (ANSA) - O Senado da Itália realizou nesta quarta-feira (10) a primeira das várias votações que ocorrerão nesta semana sobre o projeto de lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo.   

Chamada de "Lei Cirinnà", em referência à sua autora, Monica Cirinnà, a votação de hoje definia se o texto da lei deveria ir para uma comissão específica da Casa. Com 101 votos favoráveis, 195 contrários e uma abstenção, a assembleia do Senado rejeitou o pedido de "não análise" dos artigos do projeto, em solicitação de 76 senadores.   

Foram decisivos os votos do partido de oposição Movimento Cinco Estrelas (M5S), que havia liberado que seus representantes votassem de acordo com o que acreditam e não seguindo as ordens do partido. Apesar do temor do partido governista, o Partido Democrático (PD), os oposicionistas votaram alinhados com a lei.   

A polêmica do dia foi causada porque o presidente do Senado, Pietro Grasso, rejeitou o pedido de fazer uma votação secreta no escrutínio dessa tarde. Segundo Grasso, o tema entra no "âmbito da Constituição no artigo 2, o qual tem como base que a República reconhece e garante os direitos invioláveis do homem, seja como pessoa singular, seja nas formações sociais onde desenvolve sua personalidade".   

A "Lei Cirinnà" inclui ainda uma equiparação de fato entre matrimônio e união civil, mas apenas esta última seria acessível aos homossexuais. No entanto, apesar de toda a polêmica, o projeto continua vetando a adoção de crianças por casais homossexuais, com exceção da "stepchild adoption". (ANSA)
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