PIB da Itália cresce 0,1 no último trimestre

ROMA, 12 FEV (ANSA) - O Produto Interno Bruto (PIB) da Itália registrou alta de 0,1% no quarto trimestre de 2015, ante o trimestre anterior, segundo números preliminares divulgados nesta sexta-feira (12) pelo instituto de estatísticas do país, o Istat. Na comparação anual, o PIB italiano cresceu 1,0% em relação ao quarto trimestre de 2014. Mas, em todo o ano de 2015, o PIB da Itália cresceu apenas 0,7%, sem conseguir atingir a estimativa do governo de um avanço de 0,8%. De acordo com o Istat, o impulso no crescimento do quarto trimestre foi freado pela queda no setor industrial, que contrabalançou em parte os avanços dos setores agrícola e de serviços. A demanda doméstica caiu, mas foi compensada por um aumento na demanda externa. Apesar do freio na economia no fim de 2015, o resultado para 2015 deve confirmar a saída da Itália da recessão, após três anos consecutivos de contração (-2,8%, -1,7% e -0,4%). O último crescimento positivo remete a 2011, quando foi registrado um PIB de 0,6%.   

Os dados são preliminares e os oficiais serão divulgados somente em 1 de março. Mesmo com as expectativas de crescimento, o governo do premier Matteo Renzi foi duramente criticado pelos opositores, pois os dados ficaram abaixo das previsões oficiais.   

A oposição italiana acusa Renzi de promover reformas econômicas e trabalhistas que não estão dando resultado, mesmo que o mercado do país apresente sinais de recuperação. O ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, admitiu que o resultado preliminar ficou abaixo da previsão, mas destacou que os dados são positivos. "Os 0,7% relatados pelo Istat estão abaixo das previsões do governo. Eu preferia ver um decimal a mais, porém, como se sabe que os decimais contam pouco, é importante pensar que a direção está certa, rumo ao crescimento, após três anos de profunda recessão", afirmou.   

Europa- O PIB da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2015 ante o terceiro e avançou 1,5% na comparação anual, segundo dados preliminares publicados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. A resistência da economia da Alemanha, a maior do bloco europeu, compensou resultados mais fracos que o esperado em alguns países como França e Itália. (ANSA)
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