Egito anula sentença pelo assassinato de ativista socialista

CAIRO, 15 FEV (ANSA) - A Corte de Cassação do Egito anulou a sentença de 15 anos de prisão imposta a um policial que havia sido considerado culpado pela morte de Shaimaa al Sabbagh, ativista de esquerda assassinada durante uma manifestação pacífica em 2015.   

O agente, Yassin Mohamed Hatem Salah Eddine, condenado em primeira instância em junho passado, havia apresentado recurso contra a sentença na Corte de Cassação, que ordenou que o processo recomeçasse do início, mas em outro tribunal.   

Sabbagh, de 32 anos, era dirigente do Partido da Aliança Popular Socialista, adversário do presidente Abdel Fatah al Sisi.   

Segundo médicos legistas, ela morreu após ter sido atingida por balas de borracha disparadas de uma distância de apenas oito metros, o que provocou hemorragia interna e lesões cardíacas e pulmonares.   

Os tiros haviam sido efetuados para dispersar uma pequena manifestação no centro do Cairo no dia 24 de janeiro do ano passado, véspera do aniversário do início da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak.   

As fotos de Sabbagh ensanguentada nos braços de um homem rodaram o mundo e a tornaram um símbolo da repressão e das violações dos direitos humanos no Egito após a ascensão do ex-general Sisi ao poder. Na época da morte, o presidente dissera que a ativista era uma "filha do Egito" e expressado suas "condolências" a todos que sofriam com seu assassinato. (ANSA)
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