Hospital dos MSF na Síria é alvo de ataques

BEIRUTE, 15 FEV (ANSA) - Um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi alvo de ataques nesta segunda-feira (14), em Idlib, no norte da Síria, divulgou a emissora Al Jazeera. Membros dos MSF confirmaram a destruição de um hospital em Maarat Numan, em Idlib, mas não forneceram um balanço oficial de vítimas. A entidade deu falta de oito membros do staff. Jornais locais falam em ao menos nove mortos nos ataques.   

"Parece ter sido um ataque deliberativo contra uma estrutura sanitária. Condenamos da maneira mais forte possível", disse Massimiliano Rebaudengo, chefe de operações dos MSF na Síria.   

A ONG estima que 40 mil pessoas ficarão sem acesso à saúde após a destruição do hospital na região. O centro médico continha 30 leitos e uma equipe de 54 pessoas. O hospital teria sido atingido quatro vezes, em uma série de dois ataques e com um intervalo de poucos minutos. O hospital é gerenciado pelos MSF desde setembro de 2015. Em outro atentado contra um centro de ginecologia e pediatria em Azaz, ao norte de Aleppo, ao menos 14 pessoas morreram. A ação teria sido cometida por forças aéreas sírias. Na semana passada, representantes de 17 países reunidos na Alemanha conseguiram assinar um acordo com o governo sírio e membros da oposição para um cessar-fogo que deve entrar em vigor nos próximos dias. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para seu par russo, Vladimir Putin, para pedir que Moscou interrompa os ataques no território sírio para que o cessar-fogo vigore. Os países acusam a Rússia de, em vez de bombardear alvos terroristas, atacar rebeldes para fortalecer o regime de Bashar al-Assad. Apesar dos apelos, Moscou disse que continuará bombardeando zonas próximas a Aleppo mesmo durante o cessar-fogo. A Rússia e a Síria também acusaram a Turquia de violar o território e de apoiar grupos terroristas. "A Turquia continua favorecendo a penetração ilegal de forças jihadistas e mercenários armados na Síria", afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo, segundo a agência Interfax. (ANSA)
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