Leste europeu faz críticas à Grécia sobre crise imigratória

PRAGA, 15 FEV (ANSA) - Em reunião em Praga, nesta segunda-feira (15), os líderes do grupo Viségraad (V4) - Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia - pediram um reforço nas fronteiras e condenaram a gestão da crise imigratória pela Grécia.   

"A Grécia faliu na defesa das fronteiras de [Tratado de] Schengen com a imigração em massa, enquanto os países do grupo Viségraad precisaram atuar com um plano B construindo um muro na fronteira entre Bulgária e Macedônia. Se Atenas não está pronta ou não pode proteger a área Schengen, então é preciso outra linha de defesa", disse o premier húngaro, Viktor Orban.   

A referência do primeiro-ministro se deveu ao fato dos líderes desses dois países terem sido convidados para a conversa - que ocorre dias antes da reunião da União Europeia sobre o tema.   

A "rota dos Balcãs" foi a mais utilizada pelos mais 800 mil imigrantes que atravessaram o Mar Mediterrâneo até conseguirem chegar à Grécia. De lá, partiam a pé em uma rota pela Macedônia, Sérvia, Croácia, Eslovênia para chegar à Áustria ou a Alemanha.   

Por causa do alto fluxo de pessoas, essas nações foram palcos de cenas polêmicas, em que impediam os estrangeiros de passar por suas fronteiras ou ainda maltratavam aqueles que ficavam em centros de acolhimentos.   

A postura desses países foi sempre duramente criticada pela União Europeia, especialmente por Itália, Alemanha e França, durante o ápice da crise imigratória. Essas nações, inclusive, são as que não cumprem totalmente sua parte na redistribuição de refugiados proposta pela entidade para auxilar os países que mais recebem pedidos de asilo.   

Como resposta, o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, afirmou que a "resposta europeia para a crise de refugiados será feita com a Grécia e não contra a Grécia".   

"Faremos de tudo para ajudar os nossos membros a enfrentar o fluxo, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. A Grécia fez substanciais progressos", ressaltou Schinas.   

O representante ainda informou que foram desbloqueados 12,7 milhões de euros do fundo de emergência do bloco para auxilar a Grécia nas melhorias no controle do fluxo de imigrantes - especialmente nas fronteiras. (ANSA)
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